Musics....

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Danúbios da vida (Caris Garcia)

Danúbios da vida
(Caris Garcia)

Há de surgir a tempestade
Se necessário, todos os dias
Como neves ternas de claridade
As ervas e metais na tua alquimia

...E o sol não deixará de brilhar...

Grande iluminado e poderoso
Como espadas na honra forjadas
atrás de toda a neblina, cauteloso
ele lá estará, trazendo novas alvoradas

... E o nosso sol jamais deixará de brilhar...

Na gangorra do teu sentimento não se brinca
é um compasso que apenas se sente
Um minuto para que siga a minha estrada inca...
Traga a tuas runas como confidente

... E o sol só nasce para tua contemplação... 

Os sentimentos são tão raros
a pureza de cada um, me refaz
Não existe castigo sem amparo
Só a tuas águas não são artificiais...

... Você que é o filho do sol... Purifica-me ! 

As flores não escolhem suas cores
Os perfumes não decidem suas fragrâncias
Nas cordilheiras do seu império, beija-flores
Liberto minhas borboletas em oceanos de elegância

É tão simples que a complexidade se confunde
o ritmo se aproximando com cataventos
ninguém chega na nossa altitude
Oh! Estrela do púrpuro firmamento!

Os cabelos brincam com cada rajada
o sol na pele como parte da natureza
equilibrando a arquitetura do nada
Demonstrando o impossível da proeza

É possível vislumbrar todo vale sagrado
tantas histórias, famílias...Olha ali,a nossa vida!
Em cada esquina, nossos fragmentos batizados
Os rituais da flauta de bambu... Ah, não existe despedida...

Aqui e ali posso sentir os rastros teus
Nas sombras das nítidas lembranças te encontro
Aquela chuva fina com um ar europeu
Obra prima inacabada... Romance sem fim, nem ponto...

O ponteiro do relógio parado
O ritmo cardíaco é inexistente
O Danúbio azul ao nosso lado
Florestas inteiras de presente

Em segundos passamos por todos os vilarejos
ainda vejo os campos de flores infinitos
as águas, riachos, cachoeiras...O gracejo...
Em algum lugar, alguém disse: Maktub "Está escrito"

Tudo tão presente, vivo e distante agora
como os círculos da vida que giram sem saber
Na suas paradas eu me entrego... Chegada a hora...
Como se fosse a primeira e última vez do alvorecer...

https://www.youtube.com/watch?v=pzlw6fUux4o

4 comentários:

Yehrow, Adônis, ou quem quiser eu seja. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Yehrow, Adônis, ou quem quiser eu seja. disse...

Esplendor a visão poética que espraia e reúne até mesmo os mais reprimidos sentimentos. Somente às almas sensíveis é permitido unir os acordes da música a poesia num exalar alquímico dos mais oníricos e eloquentes versos. Sinceros e emocionados louvores a tua obra requintada.

jackeline disse...

tua poesia é como um diamante e ao mesmo tempo, uma simples gota. A complexidade (da poesia)... é simples! Você é assim: diamante e gota! O tempo todo! Do ser que ama, do que desama! Do ser que observa, do que age. Sim! O corpo apenas existe, a tua alma... etérea. Não vives em nosso limbo! Parabéns por vc nos humilhar na escrita! rs
bjsss
Jacke - a humilhada!

Ebert Goulart disse...

Oi Caris... que bom que voltou a escrever. Tb não sabia da sua mãe... sinto muito...
Estarei esperando ansioso por novos versos.
Ebert