Musics....

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O enigma da quinta flecha (Caris Garcia)

O enigma da quinta flecha
(Caris Garcia)
Ilustração Teigi


















Se busco a escuridão nada vejo
Se me banho na luz os olhos não tenho
Procuro o retiro no antigo vilarejo
Alguém me explique esse engenho!

Assombrada pelos pensamentos do elo da verdade
Onde se faz justo cada ponto
Procuro respostas em livros da antiguidade
Julio Verne diz: Atravesse a ponte teu caminho está pronto!

“Trocando a mina de diamantes
Para me embebedar na pura nascente”
Percebo que o centro da terra é mais adiante
E a viagem no balão é sem precedentes

O universo manda sinais fora da razão
Comento apenas com nobre e honrada pureza
Sofrendo com a temperatura da estação
Ponho todas as cartas na mesa...

A reprimenda que logo recebo...
As dúvidas que só arrebentam o peito
É na fonte viva que eu bebo...
Não fujo da minha natureza, não há jeito...

O que pasmo são estranhas coincidências... 
Mas se não existem, o que me surpreende?
Algum tipo de magia, clarividência?
Marcel Proust responde: Transcende!

“Não está em novas paisagens, ele disse
Ver com olhos novos, nova perspectiva”
O tempo é valioso, não o desperdice
Descubra o mistério em luz criativa!

Em cada linha e em cada verso se sustenta
A veracidade de cada letra escrita
Nada se compara a esta tormenta
Nunca se deparou com tal fenômeno, admita!

Servindo-se da vela, papel e caneta de pena
Em folhas pelo tempo amareladas
Procuro a paz interna e serena
É a minha vez nesta rodada...

O dom que me cobra os impostos
“Escreva antes do sol e seu nascimento”
Pelo tato conheço a alma não o rosto
Não há atuações neste pensamento

No vazio das sombras que tateio
O entendimento me abandona...
Entrego a carta no correio
Sem norte adormeço na Sinfonia Nona...

Vejo e não compreendo, tal a cegueira que me domina


Um comentário:

jackeline disse...

oi miga

As vezes, concordo que ficamos tomada por uma cegueira, por um tempo (acho que muita informação, ou procura por outros caminhos, proporciona um chilique na gente rs); ai, qdo paramos, por essa "cegueira", o amor resplandece, aflora. Do nada! O amor, com ele a cegueira não acontece! Estou falando do amor eterno, ta - porque é coisa d'alma e isso tranquiliza e equilibra o ser. E Einstein, é verdade: "o tempo é relativo", mas quando temos o amor verdadeiro, tudo é superlativo!

bjos

jacke