Musics....

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

POESIA CLASSIFICADA DO I CONCUSO LITERÁRIO "DOS GRANDES ESCRITORES DO INTERIOR DE SÃO PAULO"


Elementos

Em fogo
Na brasa e carvão queimados
Em mares
Em oceanos e mares navegados
Nos ares
De tornados e furacões devastados
Em terra
De solos arenosos e rachados
Em espírito
Que assistem os mais necessitados
Do homem
Que os olhos permanecem fechados
Das mudanças
Que ocorrem nos tempos clareados
Da curiosidade
Que afeta e se encarrega de arrastar os afetados
Dos museus
Que continuam com os quadros guardados
Das civilizações
Que usavam papiros para eternizar os conhecimentos gerados
Das escavações
Que montavam os quebra-cabeças pelo tempo desmontados
Das perfurações
Que cavam lugares ainda não explorados
Dos homens desgarrados
De todo os preconceitos e atinge a sabedoria de reis pelo tempo destronados

quarta-feira, 6 de junho de 2007

TUDO OU NADA

É tudo meio moderado
equilibrado, sem peso certo
sem prato nem talher

É tudo desordenado
orientado, sem bussola, nem métro
sem um caminho qualquer

É tudo muito suado
transportado, sem refeição, tudo muito sincero
sem ser herói apenas mulher

É tudo vislumbrado
desejado, lutado, tudo é muito, mas um pouco eu quero
que seja puro esteja onde estiver

É tudo vasculhado
procurado, relembrado, sem conversa, sem lero lero
algo sempre se acha seja um garfo ou uma colher....

É o nada revoltado
desequilibrado, com medida exata
com panelas e pratarias

É o nada ordenado
desorientado, com direção e rota
com caminho planejado, traçado

É o nada descansado
parado, estufado, tudo neblinado
mengigo, indigente, qualquer um

É o nada que tem invejado
surrado, facilitado, nada é pouco, mas o tudo eu não quero
que seja sujo, careta e esteja sempre no mesmo lugar

É o nada parado
Vazio, esquecido, conversas sobre o tempo
nada que nunca se perde seja um nada ou um tudo...
seja um zero...intacto...
mas esteja do lado certo...

Críticas...

Deixo aqui o limo, o lodo
Transpiro todo o ar pesado, rarefeito
Extraio o podre, o pobre
Largo o menos, os divisores
Abandono o negativo, o perfeito


E Vivo mais...


Deixo para os outros
os marmúrios e lamentações
Nesta vida onde tudo tiro proveito
porque soltei as emoções
Deixei brilhar minhas visões
E transformo uma crítica
Numa poesia que arrebenta todos os grilhões

E Vivo mais...