Musics....

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Licor da esperança (Caris Garcia)

Licor da esperança
(Caris Garcia)

Abastados de uma riqueza pura e profunda
A beleza dizimando rastros da iniquidade
Afinidade do corpo casto da rotina na segunda
Fulmina meus olhos no pasto da bondade

Abençoando a aldeia, em "V" as gaivotas
Rotas em rabiscos nas areias com um graveto
Amuleto no obelisco da ministral nota
Cota parcial entregue no disco do soneto

Matriz do núcleo, no paraíso tuas sementes
Aviso comovente da origem abençoada
Vertigem na estrada no sol benevolente
Envolver complacente no rol, de camada em camada...

Pairando no ar, o alecrim em suave incenso
Aroma extenso do seu bálsamo exsudando
Clamor em extinto idioma, na raiz do álamo denso
Penso no caminho, sinto Roma! Oh, aprendiz brando!

A constante brisa trazendo o vapor teu
Profetisa o alvor, límpido ar que se adentra
A lenda da poetisa que arrebata o coliseu
As cataratas de "Romeu "na fenda magenta

Em teu horizonte repouso o coração sacro
Que não vacila nas inúmeras andanças
Afeto de criança, pupila tua...Virtude no ato!
Aceite o fato! Há "plenitudine" no licor da esperança...

Quando não se diz o que se queria dizer
A galeria divulga que sou tua única imperatriz
Remova a cicatriz da lua! Seja este o teu ascender...
Alma nua em alforria! Obtém de mim a força motriz...

Nas frações estremecidas que vagam as memórias
Como pães da manhã, as glórias frescas e antigas
Sólida cantiga perpetuando os ecos da vitória
Mãos enlaçadas. O amor eterno e ilustre que nos liga...

https://www.youtube.com/watch?v=Rk_sAHh9s08

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ágape das constelações (Caris Garcia)

Ágape das constelações
(Caris Garcia)



























Em teu orquidário ousei e pairei
Ternário borboletear aqui e ali
Escureci a noite para ocultar a lei
Rendendo todo ouro e sal do Império de Mali

A luz da minha lua escondi
Para ouvir você recitando "Os Vedas"
Esqueci de tudo... Desvendei o teu "hindi"
Para tu passares margeei de flores da surreal alameda

Além das palavras e sentidos
O teu yoga me elevando, a ascensão
Minha linhagem que antes havia caído
Germinou no jardim da tua absolvição

Parando de vez a minha mente
Deslocando meu corpo, me dissolvendo
Desaguando no "S" dos seus afluentes
Esta dança, em teu comando me rendo...

A sutileza da posição de lótus
Os movimentos firmes e equilibrados
As pausas e medidas do honroso status
Deslizando nas dunas do teu deserto encantado

Cada postura libertando os sentidos
Livre dos medos e receios. Dominados!
Prado de estrelas cintilando o tom colorido
Oásis das constelações! Desvenda meu postulado...

Abrindo minhas translúcidas asas
Mostrando ocultas cores que desabrocharam
A súplica que queima nas tuas intensas brasas
As ninfas suavemente"nicchio agape" sussurraram

As mãos, braços e mãos em suaves gestos
Beijando o ar, rompendo anseios
Tomando a essência da vida no manifesto
Esse amor não tem fim...Nem meio...

























*Recomenda-se ler a poesia ouvindo as indicações musicais nesta ordem:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Tijolos amarelos (Caris Garcia)

Tijolos amarelos
(Caris Garcia)


























Eu sou a bússola tua!
O teu norte! Único rumo...
Infindável super lua
As tuas flores eu perfumo

Guia o teu campo magnético
Para o centro da minha gravidade
Dando fé e esperança ao cético
Ah... Para se amar não existe idade...

Jaz, desperta e adormece no meu pranto
Maestro de todas as minhas naus
Só para ti, o meu mais doce canto
Siga meus tijolos amarelos! Que tal?

Dissolve-se em outros jardins
Mas só em mim encontra a paz
Para teu sorriso, entrego meu arlequim
Dando um jeito na alegria do mais e mais...

Porque almas tão unidas
não se vê em nenhum outro lugar
Ainda que a caminhada seja sofrida
Somente em teu porto decidi abancar

Eu descarreguei todo o mal
Que habitava lá dentro de mim
No teu infinito mar, no teu sal
Agora tão pura, inocente... Beija-me!

É aqui que os olhos de buda
Nada falam, mas tudo sabem
Se às vezes eu paro e fico muda
É porque estou a eliminar lágrimas da tua bagagem

Meu patuá de sementes tão protetoras
Escolhidos em teu divino jardim
Você o diamante, eu a mineradora
Só eu olho pra você desse jeitinho... Assim...

Aqui dentro, onde você se esvazia
Para se preencher do puro fluído
O teu elemento e o meu...Combustão da alquimia!
Foi ali que dia após dia o amor tem nascido

A intensidade do "você" e "eu"
O fenômeno peculiar e forte dessa aliança
Vislumbra e exclama até o mestre ateu
"Amar-te, amar e amar!" Renasce a alma de criança...

Jamais sentida em outra parte
Não se perde, nem se desfaz,
Junção de planetas...Vênus e Marte!
Perspectiva única! Atravessando portais...

Este caminho, o meu caminho
Somente o teu coração conhece...
Em tupi, a casa de "ssa'pé", o nosso ninho!!!
O louvor da minha única prece...

De todas as minhas chaves, és criador
Até das mais ocultas janelas e portas
Na densa escuridão, cito Virgílio "Omnia vincit amor"
Entregando-te um cântico ecoado em língua morta...

Percorre o caminho de Compostela
Enfrenta o fogo e a tempestade do ar
Descreve o rio Paquequer de Alencar
Erga o véu, beije e diga sim, na Sistina Capela...



https://www.youtube.com/watch?v=Ah6DA7wx9X4

https://www.youtube.com/watch?v=hrrmxFKl_a0

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Totem da liberdade (Caris Garcia)

Totem da liberdade
(Caris Garcia)


Ah! o que dizer desse amor...Sol !
Que tanto me domina e me consome
Melodia peculiar acariciada pelo rouxinol
Cânticos do teu paraíso! Nada finda essa fome!

Nos dedilhados suaves de um violão
Emprestando tua melodia mais doce!
Só para eu dizer que viver sem ti...Não!
Nuvens de corações...Quem dera eu fosse!











Devolvendo-me a sacramentada paz
Teus oceanos desaguando em meu coração
Jurada para viver de lembranças existenciais
Nos portões das muralhas, tu és o anfitrião...

As gotas da chuva serena, sem limites
Libertam-me dos desertos cobertos de neve
Alimentando minha confissão... Meu apetite...
Chão dos grãos da união das estrelas mais leves...


Todo sacrifício realizado em teu nome
Na exatidão deste encantamento que jamais finda
Revelando toda a glória da mulher e do homem
Só os céus sabem o quanto esperei sua vinda...

Semeando o meu renascimento na sua partitura
Brotando o desejo que não cabe em si
Das notas da tua estrada que nunca é escura
No sumo de Afrodite, a aliança. Revela-se!







Onde guardei meu pranto a tua procura?
Só me lembro de você e esqueço de mim...
Suas asas solares se perderam na minha candura
Correndo no meio de gardênias e alecrim

Caminhando em dunas da neve mais densa
sendo protegida e guardada por ursos e leões
A mente vagueia e em você a cada segundo pensa....
É o estandarte da mais intensa das relações...




A águia que me acompanha, nas nuvens bailando
em seu vôo mais liberto e encantador
Arruma um modo sutil que te põe no comando
Germinando a estrada sem lágrimas nem dor

Ah desse amor, eu renasço no totem da tua liberdade
Ultrapassando todos os desafios...Erga meu véu!
Reluzente delicadeza das pétalas caindo do céu
Só para dizer que te amo na voraz e infinita totalidade