Musics....

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Guerreiro da luz (Caris Garcia)

Guerreiro da luz
(Caris Garcia)

Há de emergir navegando 
Nem que seja em plangitivos mares bentos
Única canção no comando
Explosões internas, imãs provocando a fissão de elementos

A nau ontem perdida 
hoje em águas tão adversas 
A calêndula que perfuma mesmo recém nascida
A vida e seu ciclo que a todo segundo recomeça 

Tempos distantes de outrora 

Épocas que a infância nasceu já perdida
Tudo voando, já era passada a hora
Com o sorriso no rosto até na saída 

Abastecido do ar puro 
Em montanhas tão glaciais
Pés fincados no presente, não no futuro
Trabalho duro, gratidão sem "ais"

Onde a couraça da alma milenar
Se faz eterna e inquebrantável 
Gema de diamante forjada em divino tear
Espírito livre, liberto e indomável 

Já a covardia ou quem sabe a fraqueza 
De quem caiu, morreu e renasceu
Fez da queda sua maior proeza
Somou o aprendizado, fortaleceu o novo "eu"

Cinco minutos que mudam o mundo

Talvez a leitura ainda faça no velho papel
O suspiro que refresca, algo deveras profundo
Abraça a sabedoria e ganha coloridos céus...

O perfume do livro que acaba de nascer

Plumerias, jasmim, gardênias se unem em deifico ramalhete 
Da escuridão até o amanhecer
A borboleta, o toque final, doce lembrete 

As fusões de vitórias minimalistas
Que juntas forjam a armadura do herói 
Pensamento absoluto! Rumo à conquista 
Em terremotos não  se abate! Levanta e reconstrói !

Ergue-se a anosa e luzidia espada
Usa teu escudo para se levantar 
O templário e suas cruzadas
Olha a bússola, a esfera, o colar...

Avante, o guerreiro! O brilharete entabulou 
A "auriflamma" se agita com ventos de glória
Estampa nas cesuras a humildade que esmiuçou 
Escreve e perpetua a tua própria história 

Eis que em teu píncaro profundo
De tua alma eflui o brilho dourado
Já cegam oceanos, indigentes e moribundos
Fidedigno trabalho de luz em teu arado

https://www.youtube.com/watch?v=KIpt_BIrIzM
https://www.youtube.com/watch?v=6ixhN9umyp4

https://www.youtube.com/watch?v=VfxVqCEYHNM

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DNA celeste (Caris Garcia)

DNA celeste
(Caris Garcia)

Tocar lentamente o paraíso 
Sentir tuas vibrações incandescentes
Lágrimas virando risos
O oxigênio purificando a mente

Explodindo voraz e sucessivamente
Em leveza espontânea e feroz
Ao mesmo tempo, passado e presente
A certeza do antes, durante e o após ...

Partículas que se agitam em frenesi
A rebeldia involuntária e descontraída 
Fraternidade pura que contraí
Teu porto , a única saída ...

Células desgovernadas em única direção 
Quando por fim a neblina se dissipou
A agulha no palheiro... O "sim" perpetuando o não 
Ser ou não ? Arquiteto Celeste ? Quem eu sou?

E aquela paz estranha me envolveu 
Ele entrou na minha caverna
Ocupou todos os lugares do meu eu
Quem comanda? Quem governa?

Perfumou todo o ar com tua presença 
Invadiu minha Torre mais alta e protegida
Estremeceu a rebelião de uma única crença 
Nos altos comandos, pode ser ouvida...

Desceu em meus calabouços...
Purificou todos, apenas com um olhar...
Os ecos, quando paro, ainda ouço 
A montanha, a neve e o mar

Atônita ...Sem entender o que acontecia...
Onde estão as chaves? As muralhas?
Quem vêm de lá ? Quem se atreveria ?
Quem viu o caminho dos pães e suas migalhas?

E ele chegou...Ousou tocar minha mão 
O corpo estranhamente se estremecia...
Olhou pra dentro de mim! Oh! Capitão !
Fincou sua bandeira, onde só eu existia...

Ele retornou...A promessa ...
Sagrada profecia ...Subjugada pelos descrentes  
A ponte se abriu! Agora! Atravessa!
Quem não vê, apenas sente...

Éramos e somos o sagrado tomo...
Um núcleo único gerado
DNA puro... Celeste cromossomo...
Unidos mais uma vez no cavalo alado...

Somente nosso abraço...
O elo já se completaria ...
E a paz... Mais forte que o aço...
Permaneceu absoluta!Nada mais abalaria!

https://www.youtube.com/watch?v=616YMt6T5mA

https://www.youtube.com/watch?v=iMyo8I8AKmY

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Guerra de flores (Caris Garcia)

Guerra de flores
(Caris Garcia)

Ilustração: Teigi Hirae






















Em estradas tão diversas e obscuras
Em rotas ligeiras, densas e sinuosas
Sensações extraordinárias de intensa ternura
O grito densamente abafado da poesia e da prosa

As cores renasciam uma a uma
As asas estavam despertando
É de frente que se vence! O risco? Assuma!
Uma única voz no comando !

Em movimentos leves da integridade
A mistura original circulava intacta e primitiva
O que nos salva é só a verdade
Não há outra saída nem justificativa

Todo ambiente sublime se eleva
Ancestrais abençoando todo o colorido
Tudo que não faz parte se releva
A caixa de pandora aberta, nosso tesouro tão escondido...

O pulso voltava em ritmo cadenciado
Como boleros antigos da boemia
Livres de hipocrisias e pecados
Conversas tribais antigas em telepatia

O oxigênio correndo pelas veias
Combustões múltiplas e sequenciais
Todos em festa no Eldorado, nossa aldeia...
Chega de "menos", nossa vida é só o mais

Jamais pode ser visto o ápice da alegria
Nem vivida em qualquer outro lugar
Olha a vitória, mas se lembra o tamanho da travessia
Apenas retiramos todo o sal do mar...

A magia da pureza espiritual
Tocando incessantemente a essência
O íntimo da tranquilidade subindo o degrau
Vulcões em atividades navegando ares de paciência

Águas tão calmas e mansas
A paz percorrendo todas as gotas
Aquela velha canção que não se cansa
O elo liberto na paradisíaca rota

As partículas formando novas cachoeiras
Todo o seio acima do amor, o ninho
Óleo nas juntas, sacudindo a poeira
Como bálsamo, cura labirintos e abismos do caminho

Até o impossível nos fez reverência
Nada poderia conter o magma contido
O táctil em cíclica urgência
Inclusive os inimigos se prostraram, vencidos

Novos horizontes para o par de  borboletas
Que das cinzas renasciam e se uniram mais uma vez...
Guerra de flores ecoando nas trombetas
O coração valente, na esperança e fé, assim se fez...

http://youtu.be/xuUE_BWwxjA

sábado, 16 de julho de 2016

Escuridão em plenitude (Caris Garcia)

Escuridão em plenitude
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae



















O padecimento malévolo e sem rima
Na rua da consternação no ímpio lado
sem alvo, multidão muda, sem mina
O acréscimo seriam casas pretas no tablado

Desalinhados de hipocrisias banais
A nudez e as feridas em carne viva
Não há cura em remédios artificiais
Nas manhãs, o gosto de sangue na saliva

O corpo tentando afetar a mente
Em estágios quase compulsórios
Nada afeta mais as muralhas! Não tente!
A supremacia não vinha do oratório!

A infância é a palavra máxima da utopia
Desmedida, insana coerência de tomos e atos
O confronto da batalha em asfixia
A conclusão já está pronta de imediato!

Em sucessões de embarcadas rotas sem volta
Onde a escuridão, em círculos se transcende
Sem vencedores, nem perdedores. Não há derrota!
Aqui onde a caverna escura apenas se estende

Infinitos anéis se rompendo e aumentando
As castas de gelo e enxofre em fusão
Fonemas mudos se ajustando em um comando
Onde a subtração se glorifica, não há adição!

O próprio medo, em choque se retira
A metafísica alquímica em ordem avança
O mundo parou, nem o tempo mais gira
O passado não fica mais, nem na lembrança

Apenas aquela máxima que jaz
Nas cortinas que subiram lentamente
O fim terminou em aplausos de tanto faz
A palidez não usa máscaras! Venha de frente!

Os véus de aço estenderam seus avanços
A ordem já dada em escalas de cinza e preto
Teoremas da sublimação no ingênuo balanço
a fraternidade da dor alegremente no coreto

Guiados pelos criadores do caos, infinitamente em sua bondade devastadora, a destruição do nada nem faz diferença. Nem um outro ato, se multiplica mais.
A sinfonia perfeita da transição. A.C. e D.C diziam os manuscritos antigos.
Não se ousa mais enfrentar a dor, quando lhe é permitido ser a própria.
Em seu último ato, a caverna se fechou.


https://www.youtube.com/watch?v=oSRk39B6QqQ

https://www.youtube.com/watch?v=d1yfX6VnrSU


terça-feira, 5 de julho de 2016

Postulado da dor e da cura (Caris Garcia)

Postulado da dor e da cura
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae





















A dor caminha em veredas tropicais e subterrâneas
Chega mansa em devastadora naturalidade
Expande a mente para túneis de agonia contemporânea
O escuro nas sombras da crueldade

Travando razões, emoções e castelos
O santo graal! Para alguns o remédio...
Não há escapatória para universo paralelo
Na escala de cinzas, o tom médio

Para outros, o salto no abismo despretensioso
Em inocente vertigem a se apaziguar com a queda
Envolvente como um abraço caloroso
Passagem direta ao barqueiro sem pagar moeda

Terrenos nobres como um câncer físico no domínio
A se pudesse a dor levar todos os males
Certamente aliviaria um tempestuoso raciocínio
quebraria a tensão pelos ares

E pudesse não deixar sequela alguma
Mas o não , etimológicamente se faz
Percorrendo cachoeiras internas, uma a uma
em desdobramentos contínuos e sequenciais

Tal qual peças de um dominó infinito
Que não cessa até sua última jogada
Ninguém escuta do moribundo seu último grito!
Assume o rei soberano do nada!

Ou até que o sarcasmo dos Deuses sejam alimentados
O não que pertence e faz moradia no oposto
É o sim revigorante quase acanhado
A esperança se entregando ao desgosto

A teia que se desmantela na íris peculiar
que jorra lágrimas do sofrimento
Não há solidão, pois a dor não vai abandonar
A cada dia explora novas terras! Que talento...

Até o nada, o mesmo não seria
Nem de tempos tão remotamente originais
O jogo ali não cessaria
Nem o planeta era conhecido pelos demais

Ou talvez fossem as expedições
que fizeram o desvio nos caminhos
Quiçá encontrasse a graça em "Os sertões"
Ou até nadar com divertidos golfinhos

A essência de cada espécie, a primeira
a jorrar em bicas, as evoluções necessárias
como uma infância roubada, sem brincadeira
Gritos de ordem na avenida ordinária

Foi aí que o joguete começou
Entre a dor, a saudade natal, a vida
Até a ponte sumiu, quebrou
A face nas sombras era abatida

Os vislumbres tão terrenos e pequenos
As necessidades e curiosidades tão previsíveis
na camada submersa entre raças, puro veneno
castas desordenadas, o caos organizado em níveis

"Somos o número dos números!"
E a dor era alucinante... Quem chega?
O elixir, em doses altas do sonífero...
Aquele destilado caseiro que na garganta escorrega

Com aquele ar de quem sabe curar e cura...
E toda a tempestade vai dissipando
A mente devaneando com a bravura
A voz certeira em um só comando

As nuvens exibidas se banhando na paleta
A vegetação toda se agita
Voltam os pássaros, animais, borboletas
A oração feita na praia pelo (o) Jesuíta

As flores revelando o perfume mais atrativo
Aquela paisagem natural humildemente simplista
Não há crivos, teoremas nem comparativo
No topo da meta, o início da lista

Pedras matreiras flertando com capins silvestres
Acenando o adeus para a dor que vai embora
O tom sábio de antigos mestres
Da mesma forma que chega se vai na hora

Pode até deixar saudade nos eleitos
que sentiram sua sombra angelical
Cada um faz a sua travessia de seu jeito
Sempre direta, objetiva e imparcial

Geralmente as pessoas até esquecem dela
Quando são tocadas por algo muito maior
Fadas e vaga-lumes em coro na capela
Místico tom azulado das águas ao redor

Nem as sete irmandades eternas
Tal fenômeno conseguem explicar
Não existe versão mais rupestre na caverna
união de elementos fogo, terra, água e ar

A matriz externa segue a risca
Seu conceito mais trigonométrico
Quem não rouba, apenas o que é seu confisca!
As radiações em pulsos celestiais e eletromagnéticos

A vida una de seres absolutos, atemporais
Livres! No grande sopro originados
Derrama na seiva do universo doces "ais"
Unidos em causas maiores, eternos aliados

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A Batalha ( Caris Garcia)

A batalha
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae
















Contigo me conecto no universo

na certeza ser este o mais profundo
Mantras tão antigos, baixinho eu rezo
Ponteiro vermelho parado, sem segundos...

O mundo de estrelas vibrando 
Na intensidade feroz desta luz 
Olho aos céus e esbravejo... Quando?
O amor renasce em nós e o leme conduz 

É o toque, a pele e a alma nossa...
O grito de júbilos de vitória 
Na humildade sincera do povo da roça 
Tudo aconteceu bem antes da pré-história...

Das conquistas de dias e noites em trevas
É a bandeira mais alta , alva e pura
Roubamos o paraíso de Adão e Eva
Construímos o castelo com bravura...

No limiar de tantas partidas e chegadas
O reencontro , o amor, o laço 
Era do fogo, medieval, cruzadas 
Mentes forjadas no diamante e no aço...

A fortaleza de muralhas construídas 
Junção peculiar e atemporal 
Território de lírios, espinhos e margaridas
Veja que não é a soma, apenas o total...

O teu agora, o meu presente mais intenso
Tua existência que me conquista, devora
Pegaste de minha mão , único branco lenço 
Radiações do sol na janela do lado de dentro e fora ...

As torres em teu nome erguidas
A esperança que sempre existiu
Neste tabuleiro não há jogo nem saídas 
Nosso planeta, a essência e um rio

O grito de liberdade ao seu lado
O vôo certo, nossas asas unidas
A chuva de meteoros cintilantes, nosso legado...
Lá onde começou a neófita vida  

Horizontes imensos de alegrias
Na história mais angelical, nossa epopéia 
As palavras possam, talvez um dia
Dar uma tênue e rasa idéia 

Que a cada batida do ponteiro
Da força que é o nosso amor...
Fica cada vez mais forte e verdadeiro  
A cada vida, estação, a benção do criador …

PS: Te amo
Ps2: Como eu era antes de você ...
https://www.youtube.com/watch?v=KtHyXILtptk

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Nosso refrão (Caris Garcia)

Nosso refrão
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae




















Foram tantas as emoções reunidas
Não se ouvia, nem via mais nada
As mãos ao alto...Preces atendidas
O néctar da paz em nós fez pousada

Era tua voz me guiando suave
A vibração das harpas angelicais me tocando
O vôo livre e sincronizado de duas aves
O ágape e o amor no comando...

Nenhuma palavra seria o bastante
Nada se comparava a força daquele momento
Eram as exclamações das vogais e consoantes
O elixir de gêneros em explosões, puro alimento

Uma mistura do que mais existe de concreto
Era os tons , o cheiro, o som, a pele
Nem menos, nem mais... Raio direto...
De uma genuinidade que não há quem desmantele

A vida renascia e transbordava pelos poros
A virtude das cachoeiras iluminadas pelas fadas
Sinais tão sentimentais ecoando o tom sonoro
As gotas do tudo purificando a nossa estrada...

O túnel das flores pequeninas
A respiração brindando o ar renovado
As sete estações do menino e a menina
Nada mudou !Alegria! Alegria! Lado a lado...

Não eram só as palavras ditas
O universo brindava aquele instante
Mil cores no céu... Data bendita!
Oh! Pura felicidade! Mais alto! Cante!

As almas estavam por fim reunidas
O misto de saudade de outrora
Nosso próprio labirinto... Nossa saída...
Nem o ontem, nem o amanhã...Essa é a hora!

O misto do passado presente e futuro
O tempo peculiarmente parado
Nem tão claro, nem escuro...
O mapa antigo do eldorado...

A canção fluía de dentro já entregue
O amor se abastecia dessa união...
Os Deuses abençoando diziam...No amor naveguem!
"Te amo!" Esse é o nosso eterno refrão...

https://www.youtube.com/watch?v=poYwEG4-03o

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Solstício de inverno (Caris Garcia)

Solstício de inverno
(Caris Garcia)

Ilustração: Teigi Hirae




















Esses dias tão congelantes 
Que precedem o solstício do inverno
Mantendo o olhar cintilante
O sorriso ainda sincero e terno...

A alma paira, estática sobre a caixa de cristal
Dentro da montanha inacessível e alta
Onde são escritas as linhas do livro astral
Proferidas em canções das luzes da ribalta...

Cada estrela de neve que cai
Como um manto mui acolhedor
O pensamento certeiro de um samurai
O último desejo da essência do amor

Pincelando tudo de branco
Sussurrando canções em línguas mortas
Os portões e anéis destranco
Estão abertas as celestiais portas...

Como o véu da noiva, vem a neblina
Até o cume , tudo revestindo 
De uma palidez que paralisa e fascina
O abraço gélido da estaçao murmurando "Bem vindo"

Vai se fundindo ao corpo, alma e coração 
A pulsação é lenta, vagarosa, mas calma...
A notável mudança no mapa da constelação
Tudo visto pela velha cigana...no meio da palma...

Neste estado pós caótico o nada faz o sentido
A beleza da palidez perfeita de todo conjunto
A noite vira o dia, o sol não tem amanhecido
Quem tem coragem enfrenta ! Que seja o frio o principal assunto!

Os animais hibernam e a floresta se cala
Recolhe-se a alma lentamente 
a voz rouca quase nem mais fala
Apenas o olhar é confidente...

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Oh, Capitão! Meu Capitão ! (Caris Garcia)

Oh, Capitão! Meu Capitão !
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae























A estrela desponta serena
Faíscas reluzentes da esperança
Só nós dois na divina arena
Cicatrizes da saudade, nossa herança...

A chuva caindo delicada e generosa
Os temores de ontem, na convicção do agora
O despertar na bonança preguiçosa
Fluídos de uma brisa que nunca vai embora

Esforços e coragem não são medidos
O fogo dessa matéria prima tão nossa
O salto no penhasco já tão conhecido
Tu chegas e de minha alma se apossa...

A força maior que nos movimenta
Como uma foto antiga na caixa de tornados...
O beijo eternizado que nos desorienta...
Dia e noite juntos em tons rosados...

Os anseios despencando um a um...
Quando sente o quanto este amor é forte
Roubando minha essência em teu desjejum
O meu abraço te apontando o norte

Um do outro precisamos no desafio
Sobreviventes nesses mares do tempo
Cachoeiras de rum em teu navio...
Longe tu não suportas e eu não aguento...

Prisioneiros de uma única sentença
Uma alma, um coração, divididos...
Desafiados a se encontrarem na terra imensa...
e apesar dos pesares, terem vencido...

Oh, Capitão! Meu doce Capitão...
Não conseguiremos parar nunca de nos amar...
Inútil seria lembrar das caídas folhas da solidão
Vencemos a terra, os céus, os ventos e o mar...


https://www.youtube.com/watch?v=KG9JpmPPbTw&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=I9YhAYOMglI

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O lanceiro e a temperança (Caris Garcia)

O lanceiro e a temperança
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae



















Desde a primeira luz quase neon
Quando o acorde é tocado ainda prematuro
Na magistral formatura de tons
Rendida a teus encantos mais iluminados e obscuros...

Dos estalos adocicados com firmeza 
de teus chicotes tão felinos 
Como leões devorando suas presas 
Em notas que fortalecem o peregrino...

Oh! lanceiro! Homem do meu destino
A fada, a mulher da temperança 
Entrelaçados nos afagos de um velho violino
O olhar para alma que não se cansa

A estrofe chega como flores eclodindo o grito...
Expansão em estufas vitorianas sem lamentos
O reino do abstrato, peculiar conflito 
Com o mais concreto dos sentimentos...


...Os "sete" sentidos mais puros...
Percorrendo nossas estradas...


Voando por horizontes e dimensões 
Rompendo todos os sacrifícios 
Atravessando os portais das estações 
Para o amor, em placas tectônicas, proclamar o início...

Ignorando títulos e nomenclaturas 
Pairando nos ares de secretos jardins de inverno
Mantendo a salvo o núcleo da essência!Sem ditaduras...
Retornando para comitivas do paraíso ao inferno...

...Onde as estrelas apenas nasciam e cintilavam...Observá-las era uma dádiva ...

Cruzamos oceanos em frações do pensamento primitivo
Não há limites impossíveis para nossas travessias
As primeiras das infinitas chances, o tom decisivo...
A radiação perfumada, mesclada na tua sabedoria...

Nosso trono talhado na árvore antiga 
Aconchego leve, brisas de outono 
Um rouxinol nos trazendo a velha cantiga
As folhas no chão, a terra o tronco, o sono

Nosso lar, o planeta inteiro na xícara de café...
As lágrima dos oceanos nos beijando 
os grãos de areia, nossos pés
Tempo sem guerras, nem bandeiras girando 

No mapa da minha existência 
O Rio Nilo desenhou minhas cicatrizes 
As dimensões são medidas na essência 
De quão próxima ou distante estou de ti, minhas raízes...

Ah! Este amor eterno e atemporal 
Onde até o meu reflexo é o teu ...
Forte, invencível e Imortal
A saga de Julieta e Romeu...

O que eu sou , fui ou o  que eu vier a ser
Sofrerá influência direta até do bater de asas mais sutil de seu olhar direito ...


https://www.youtube.com/watch?v=gZKKjfYZR64

quinta-feira, 10 de março de 2016

Luto...



Que a Bisavó Antonia, seja acolhida por Deus em sua infinita misericórdia...
Nos deixará muitas saudades...

sábado, 5 de março de 2016

O enigma da Sétima Flecha (Caris Garcia)

 O enigma da Sétima Flecha
(Caris Garcia)

"(Mecum omnes plangite...)
Antes do sétimo dia terminar
Estará concluída a profecia...
Há de aceitar e compreender o que (está escrito...)"
...
Nem os minérios de Hefesto
Tiraram-me de teu caminho
Escrevi em rochas nosso manifesto
"Tu nunca estarás sozinho!"

As descobertas no oráculo de Cronos
Trouxeram-me nesta oculta dimensão
Sete dias em coma, em profundo sono
"Volte! Encontre-me! Não me abandone, não"

Sangue de tantas hidras derrubadas
Masmorras do submundo vencidas
A força indestrutível desta jornada
O amor além de todas as vidas...

Caixa de pandora aberta... "Veritas"
A antiga devoção, antes da era do fogo
Sou eu! É você! Tu acreditas?
Zeus e Afrodite acolheram nossos rogos...

Como lágrimas cristalinas derramadas 
A flor quase extinta por ti salva
No fio da espada do tudo e do nada
A túnica já vestida, a pele alva...

A mente emudecida frente a verdade
Tons adocicados com mel silvestres
Nossas ruas são campos de saudade
Nossa música não há quem orquestre...

O som da água que corre das cachoeiras
Nas mínimas coisas, a beleza pura...
A sombra descontraída das macieiras
Nas cavernas descobriram nossas figuras...

Desprezei tantos luxos e riquezas
Amor que consome! O combate com bravura...
Tuas flores coloridas na minha mesa
Mais forte que a paixão, que a loucura...

"Magnus" olhar, quase celestial
Personagens na única saída
Culpa do destino, do astral?
O néctar das Ninfas, nossa bebida...

Em nuances que o tempo não recusa
Genuínos como o toque do divino frescor
Pétalas que perderam a inocência da musa
Com gotas do orvalho de seus olhos...Beija-flor!

Leve como cabelos ao vento
Caminhando sobre águas minhas
A runa inguz que revela o renascimento
Alma gêmea! Na minha direção tu caminhas

Mergulhando em púrpuros oceanos
Com animais aquáticos lendários
Velejei dias, meses e anos
Fiz aliados, índios, bruxos, templários...

Por fim, o arrebatamento no êxtase profundo
A respiração ofegante ficando lenta
Os ponteiros e bússolas apontaram nosso mundo
A felicidade sem nome, que desorienta

As árvores embalavam suas sementes
Como mães embalando a prole no colo
Uma luz quase letal, entorpecente
Joguei minha âncora no teu solo...

O tempo tão curto aos necessitados
O "para sempre" é o que resta aos amores
Minhas trevas se metamorfoseando em tons rosados
A vida cinza na paleta de cores

((Aos descendentes do Rei Artorius, eis a espada na rocha
Aos inimigos, o aviso de Dante... "Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate".))

https://www.youtube.com/watch?v=dLOk8nHimlA


https://www.youtube.com/watch?v=jiwuQ6UHMQg