Musics....

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A Batalha ( Caris Garcia)

A batalha
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae
















Contigo me conecto no universo

na certeza ser este o mais profundo
Mantras tão antigos, baixinho eu rezo
Ponteiro vermelho parado, sem segundos...

O mundo de estrelas vibrando 
Na intensidade feroz desta luz 
Olho aos céus e esbravejo... Quando?
O amor renasce em nós e o leme conduz 

É o toque, a pele e a alma nossa...
O grito de júbilos de vitória 
Na humildade sincera do povo da roça 
Tudo aconteceu bem antes da pré-história...

Das conquistas de dias e noites em trevas
É a bandeira mais alta , alva e pura
Roubamos o paraíso de Adão e Eva
Construímos o castelo com bravura...

No limiar de tantas partidas e chegadas
O reencontro , o amor, o laço 
Era do fogo, medieval, cruzadas 
Mentes forjadas no diamante e no aço...

A fortaleza de muralhas construídas 
Junção peculiar e atemporal 
Território de lírios, espinhos e margaridas
Veja que não é a soma, apenas o total...

O teu agora, o meu presente mais intenso
Tua existência que me conquista, devora
Pegaste de minha mão , único branco lenço 
Radiações do sol na janela do lado de dentro e fora ...

As torres em teu nome erguidas
A esperança que sempre existiu
Neste tabuleiro não há jogo nem saídas 
Nosso planeta, a essência e um rio

O grito de liberdade ao seu lado
O vôo certo, nossas asas unidas
A chuva de meteoros cintilantes, nosso legado...
Lá onde começou a neófita vida  

Horizontes imensos de alegrias
Na história mais angelical, nossa epopéia 
As palavras possam, talvez um dia
Dar uma tênue e rasa idéia 

Que a cada batida do ponteiro
Da força que é o nosso amor...
Fica cada vez mais forte e verdadeiro  
A cada vida, estação, a benção do criador …

PS: Te amo
Ps2: Como eu era antes de você ...
https://www.youtube.com/watch?v=KtHyXILtptk

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Nosso refrão (Caris Garcia)

Nosso refrão
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae




















Foram tantas as emoções reunidas
Não se ouvia, nem via mais nada
As mãos ao alto...Preces atendidas
O néctar da paz em nós fez pousada

Era tua voz me guiando suave
A vibração das harpas angelicais me tocando
O vôo livre e sincronizado de duas aves
O ágape e o amor no comando...

Nenhuma palavra seria o bastante
Nada se comparava a força daquele momento
Eram as exclamações das vogais e consoantes
O elixir de gêneros em explosões, puro alimento

Uma mistura do que mais existe de concreto
Era os tons , o cheiro, o som, a pele
Nem menos, nem mais... Raio direto...
De uma genuinidade que não há quem desmantele

A vida renascia e transbordava pelos poros
A virtude das cachoeiras iluminadas pelas fadas
Sinais tão sentimentais ecoando o tom sonoro
As gotas do tudo purificando a nossa estrada...

O túnel das flores pequeninas
A respiração brindando o ar renovado
As sete estações do menino e a menina
Nada mudou !Alegria! Alegria! Lado a lado...

Não eram só as palavras ditas
O universo brindava aquele instante
Mil cores no céu... Data bendita!
Oh! Pura felicidade! Mais alto! Cante!

As almas estavam por fim reunidas
O misto de saudade de outrora
Nosso próprio labirinto... Nossa saída...
Nem o ontem, nem o amanhã...Essa é a hora!

O misto do passado presente e futuro
O tempo peculiarmente parado
Nem tão claro, nem escuro...
O mapa antigo do eldorado...

A canção fluía de dentro já entregue
O amor se abastecia dessa união...
Os Deuses abençoando diziam...No amor naveguem!
"Te amo!" Esse é o nosso eterno refrão...

https://www.youtube.com/watch?v=poYwEG4-03o

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Solstício de inverno (Caris Garcia)

Solstício de inverno
(Caris Garcia)

Ilustração: Teigi Hirae




















Esses dias tão congelantes 
Que precedem o solstício do inverno
Mantendo o olhar cintilante
O sorriso ainda sincero e terno...

A alma paira, estática sobre a caixa de cristal
Dentro da montanha inacessível e alta
Onde são escritas as linhas do livro astral
Proferidas em canções das luzes da ribalta...

Cada estrela de neve que cai
Como um manto mui acolhedor
O pensamento certeiro de um samurai
O último desejo da essência do amor

Pincelando tudo de branco
Sussurrando canções em línguas mortas
Os portões e anéis destranco
Estão abertas as celestiais portas...

Como o véu da noiva, vem a neblina
Até o cume , tudo revestindo 
De uma palidez que paralisa e fascina
O abraço gélido da estaçao murmurando "Bem vindo"

Vai se fundindo ao corpo, alma e coração 
A pulsação é lenta, vagarosa, mas calma...
A notável mudança no mapa da constelação
Tudo visto pela velha cigana...no meio da palma...

Neste estado pós caótico o nada faz o sentido
A beleza da palidez perfeita de todo conjunto
A noite vira o dia, o sol não tem amanhecido
Quem tem coragem enfrenta ! Que seja o frio o principal assunto!

Os animais hibernam e a floresta se cala
Recolhe-se a alma lentamente 
a voz rouca quase nem mais fala
Apenas o olhar é confidente...

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Oh, Capitão! Meu Capitão ! (Caris Garcia)

Oh, Capitão! Meu Capitão !
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae























A estrela desponta serena
Faíscas reluzentes da esperança
Só nós dois na divina arena
Cicatrizes da saudade, nossa herança...

A chuva caindo delicada e generosa
Os temores de ontem, na convicção do agora
O despertar na bonança preguiçosa
Fluídos de uma brisa que nunca vai embora

Esforços e coragem não são medidos
O fogo dessa matéria prima tão nossa
O salto no penhasco já tão conhecido
Tu chegas e de minha alma se apossa...

A força maior que nos movimenta
Como uma foto antiga na caixa de tornados...
O beijo eternizado que nos desorienta...
Dia e noite juntos em tons rosados...

Os anseios despencando um a um...
Quando sente o quanto este amor é forte
Roubando minha essência em teu desjejum
O meu abraço te apontando o norte

Um do outro precisamos no desafio
Sobreviventes nesses mares do tempo
Cachoeiras de rum em teu navio...
Longe tu não suportas e eu não aguento...

Prisioneiros de uma única sentença
Uma alma, um coração, divididos...
Desafiados a se encontrarem na terra imensa...
e apesar dos pesares, terem vencido...

Oh, Capitão! Meu doce Capitão...
Não conseguiremos parar nunca de nos amar...
Inútil seria lembrar das caídas folhas da solidão
Vencemos a terra, os céus, os ventos e o mar...


https://www.youtube.com/watch?v=KG9JpmPPbTw&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=I9YhAYOMglI

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O lanceiro e a temperança (Caris Garcia)

O lanceiro e a temperança
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae



















Desde a primeira luz quase neon
Quando o acorde é tocado ainda prematuro
Na magistral formatura de tons
Rendida a teus encantos mais iluminados e obscuros...

Dos estalos adocicados com firmeza 
de teus chicotes tão felinos 
Como leões devorando suas presas 
Em notas que fortalecem o peregrino...

Oh! lanceiro! Homem do meu destino
A fada, a mulher da temperança 
Entrelaçados nos afagos de um velho violino
O olhar para alma que não se cansa

A estrofe chega como flores eclodindo o grito...
Expansão em estufas vitorianas sem lamentos
O reino do abstrato, peculiar conflito 
Com o mais concreto dos sentimentos...


...Os "sete" sentidos mais puros...
Percorrendo nossas estradas...


Voando por horizontes e dimensões 
Rompendo todos os sacrifícios 
Atravessando os portais das estações 
Para o amor, em placas tectônicas, proclamar o início...

Ignorando títulos e nomenclaturas 
Pairando nos ares de secretos jardins de inverno
Mantendo a salvo o núcleo da essência!Sem ditaduras...
Retornando para comitivas do paraíso ao inferno...

...Onde as estrelas apenas nasciam e cintilavam...Observá-las era uma dádiva ...

Cruzamos oceanos em frações do pensamento primitivo
Não há limites impossíveis para nossas travessias
As primeiras das infinitas chances, o tom decisivo...
A radiação perfumada, mesclada na tua sabedoria...

Nosso trono talhado na árvore antiga 
Aconchego leve, brisas de outono 
Um rouxinol nos trazendo a velha cantiga
As folhas no chão, a terra o tronco, o sono

Nosso lar, o planeta inteiro na xícara de café...
As lágrima dos oceanos nos beijando 
os grãos de areia, nossos pés
Tempo sem guerras, nem bandeiras girando 

No mapa da minha existência 
O Rio Nilo desenhou minhas cicatrizes 
As dimensões são medidas na essência 
De quão próxima ou distante estou de ti, minhas raízes...

Ah! Este amor eterno e atemporal 
Onde até o meu reflexo é o teu ...
Forte, invencível e Imortal
A saga de Julieta e Romeu...

O que eu sou , fui ou o  que eu vier a ser
Sofrerá influência direta até do bater de asas mais sutil de seu olhar direito ...


https://www.youtube.com/watch?v=gZKKjfYZR64