Musics....

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Alma descalça (Caris Garcia)

Alma descalça
(Caris Garcia)

Estopim da revolução que se aproxima
Calendário que não muda de mês em mês
Como em única palavra rascunhar a obra prima?
Relatar tudo sobre o quarto trezentos e três...

"A graciosidade da tua respiração que em inéditas dimensões me eleva

Para completa restauração? Sessenta dias...
A prova de fogo a cada duas horas...
Encher o peito da sublime nostalgia
Ampara e acolhe o meu hoje? Só se for agora...

Inspirando meu intelecto que da tua simplicidade se faz aguçado...

Era pela veia que chegava
O puro fluído que devolvia a vida
Como novas terras que o explorador desbrava...
Que voltem as poesias tão queridas!

Acolher o teu chamado é se fundir ao meu...  Adão e Eva...

Como corações pendurados na janela
Recordavam as tuas exclamações que são tão minhas
Como gravuras de infância na sua tela
Que amor é esse? Venha comigo! Adivinha...

Perspectiva do nosso ninho...A palha, a terra, os bambus lado a lado....

Passos lentos pelos corredores eternos
Pousando suave olhar pelos roseirais
Há ainda vida nos leitos do meu caderno
Todos os caminhos me levam para teus pontos cardeais

Mantras das novas eras... Para, ouve e sente...É quase possível tocar...Posso ?

Mesmo longe ainda ouço o som dos teus tambores
A infinita melodia perfumada de jasmim
Preenchendo o sumo vital no tom perfeito das cores
Recitada no teu sutra inspirado em mandarim

Dois pra lá, um pra cá... Na dança das chamas você me conduz... O ritmo lento, só nosso...

Vi a vida se escorrer e se extinguir
Como alguém que resolve de vez partir
Eis que o Anjo interrompeu a jornada...Em vão?
Trouxe de volta você, o ar, a terra, meu chão

Somos amantes da obra devocional escrita pelos Deuses e pelos hindus recitada...

Água de uma fonte que nunca seca
Faça dos teus milagres os meus!
Amor assim jamais peca
Consagrada a sina de Julieta e Romeu...

Ascendendo na tua evolução, vejo teus castiçais que o brasão reproduz na alvorada...

Lugares esses...Oh! Migratórios lugares...
Nas laterais os passageiros que vem e vão
A vida aqui é rarefeita de novos e puros ares
Tênues são os temporais do teu sim e do meu não

Catedrais que nos elevam...Amor esse que em toda parte reluz... Meu lírico Universo...

A curta estadia que gera novos laços
Diagnósticos raros, curtos e alongados
Absurda é a leveza de ternos abraços
Sinceridade jamais vista, trechos eternizados

A parte de um quarto do mundo onde só se vê a ponta da cruz...Por você eu regresso...

Verdade absoluta que se alastra
Navios fantasmas que retornam ao certeiro destino
O não falar dessa voz que se auto castra
Emudece para em delírios derramar só o teu hino

Alma descalça... Nos teus abraços se quebram tabus...

Contando as pétalas da única rosa do teu jardim
Que a cada dia apresenta quantidades diferentes
Na espera que no fim do dia o anjo devolva você para mim
Para que a tranquilidade invada de vez a nossa mente

Meu doce caminho de cristal... Somente meu, é o teu, único raio de luz..."

É impossível não se perder neste teu sorriso
Semblante que semeia flores divinais
Esparrama tuas hóstias e sementes no meu piso
Somente assim findarei os infinitos ais...

De volta....Retornando...

... Escrevendo...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Luto....

Mãe....eu te amo muito....
Aos amigos e familiares...
Minha partiu hoje...Faleceu às 14:30....

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Licor da esperança (Caris Garcia)

Licor da esperança
(Caris Garcia)

Abastados de uma riqueza pura e profunda
A beleza dizimando rastros da iniquidade
Afinidade do corpo casto da rotina na segunda
Fulmina meus olhos no pasto da bondade

Abençoando a aldeia, em "V" as gaivotas
Rotas em rabiscos nas areias com um graveto
Amuleto no obelisco da ministral nota
Cota parcial entregue no disco do soneto

Matriz do núcleo, no paraíso tuas sementes
Aviso comovente da origem abençoada
Vertigem na estrada no sol benevolente
Envolver complacente no rol, de camada em camada...

Pairando no ar, o alecrim em suave incenso
Aroma extenso do seu bálsamo exsudando
Clamor em extinto idioma, na raiz do álamo denso
Penso no caminho, sinto Roma! Oh, aprendiz brando!

A constante brisa trazendo o vapor teu
Profetisa o alvor, límpido ar que se adentra
A lenda da poetisa que arrebata o coliseu
As cataratas de "Romeu "na fenda magenta

Em teu horizonte repouso o coração sacro
Que não vacila nas inúmeras andanças
Afeto de criança, pupila tua...Virtude no ato!
Aceite o fato! Há "plenitudine" no licor da esperança...

Quando não se diz o que se queria dizer
A galeria divulga que sou tua única imperatriz
Remova a cicatriz da lua! Seja este o teu ascender...
Alma nua em alforria! Obtém de mim a força motriz...

Nas frações estremecidas que vagam as memórias
Como pães da manhã, as glórias frescas e antigas
Sólida cantiga perpetuando os ecos da vitória
Mãos enlaçadas. O amor eterno e ilustre que nos liga...

https://www.youtube.com/watch?v=Rk_sAHh9s08

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ágape das constelações (Caris Garcia)

Ágape das constelações
(Caris Garcia)



























Em teu orquidário ousei e pairei
Ternário borboletear aqui e ali
Escureci a noite para ocultar a lei
Rendendo todo ouro e sal do Império de Mali

A luz da minha lua escondi
Para ouvir você recitando "Os Vedas"
Esqueci de tudo... Desvendei o teu "hindi"
Para tu passares margeei de flores da surreal alameda

Além das palavras e sentidos
O teu yoga me elevando, a ascensão
Minha linhagem que antes havia caído
Germinou no jardim da tua absolvição

Parando de vez a minha mente
Deslocando meu corpo, me dissolvendo
Desaguando no "S" dos seus afluentes
Esta dança, em teu comando me rendo...

A sutileza da posição de lótus
Os movimentos firmes e equilibrados
As pausas e medidas do honroso status
Deslizando nas dunas do teu deserto encantado

Cada postura libertando os sentidos
Livre dos medos e receios. Dominados!
Prado de estrelas cintilando o tom colorido
Oásis das constelações! Desvenda meu postulado...

Abrindo minhas translúcidas asas
Mostrando ocultas cores que desabrocharam
A súplica que queima nas tuas intensas brasas
As ninfas suavemente"nicchio agape" sussurraram

As mãos, braços e mãos em suaves gestos
Beijando o ar, rompendo anseios
Tomando a essência da vida no manifesto
Esse amor não tem fim...Nem meio...

























*Recomenda-se ler a poesia ouvindo as indicações musicais nesta ordem:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Tijolos amarelos (Caris Garcia)

Tijolos amarelos
(Caris Garcia)


























Eu sou a bússola tua!
O teu norte! Único rumo...
Infindável super lua
As tuas flores eu perfumo

Guia o teu campo magnético
Para o centro da minha gravidade
Dando fé e esperança ao cético
Ah... Para se amar não existe idade...

Jaz, desperta e adormece no meu pranto
Maestro de todas as minhas naus
Só para ti, o meu mais doce canto
Siga meus tijolos amarelos! Que tal?

Dissolve-se em outros jardins
Mas só em mim encontra a paz
Para teu sorriso, entrego meu arlequim
Dando um jeito na alegria do mais e mais...

Porque almas tão unidas
não se vê em nenhum outro lugar
Ainda que a caminhada seja sofrida
Somente em teu porto decidi abancar

Eu descarreguei todo o mal
Que habitava lá dentro de mim
No teu infinito mar, no teu sal
Agora tão pura, inocente... Beija-me!

É aqui que os olhos de buda
Nada falam, mas tudo sabem
Se às vezes eu paro e fico muda
É porque estou a eliminar lágrimas da tua bagagem

Meu patuá de sementes tão protetoras
Escolhidos em teu divino jardim
Você o diamante, eu a mineradora
Só eu olho pra você desse jeitinho... Assim...

Aqui dentro, onde você se esvazia
Para se preencher do puro fluído
O teu elemento e o meu...Combustão da alquimia!
Foi ali que dia após dia o amor tem nascido

A intensidade do "você" e "eu"
O fenômeno peculiar e forte dessa aliança
Vislumbra e exclama até o mestre ateu
"Amar-te, amar e amar!" Renasce a alma de criança...

Jamais sentida em outra parte
Não se perde, nem se desfaz,
Junção de planetas...Vênus e Marte!
Perspectiva única! Atravessando portais...

Este caminho, o meu caminho
Somente o teu coração conhece...
Em tupi, a casa de "ssa'pé", o nosso ninho!!!
O louvor da minha única prece...

De todas as minhas chaves, és criador
Até das mais ocultas janelas e portas
Na densa escuridão, cito Virgílio "Omnia vincit amor"
Entregando-te um cântico ecoado em língua morta...

Percorre o caminho de Compostela
Enfrenta o fogo e a tempestade do ar
Descreve o rio Paquequer de Alencar
Erga o véu, beije e diga sim, na Sistina Capela...



https://www.youtube.com/watch?v=Ah6DA7wx9X4

https://www.youtube.com/watch?v=hrrmxFKl_a0

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Totem da liberdade (Caris Garcia)

Totem da liberdade
(Caris Garcia)


Ah! o que dizer desse amor...Sol !
Que tanto me domina e me consome
Melodia peculiar acariciada pelo rouxinol
Cânticos do teu paraíso! Nada finda essa fome!

Nos dedilhados suaves de um violão
Emprestando tua melodia mais doce!
Só para eu dizer que viver sem ti...Não!
Nuvens de corações...Quem dera eu fosse!











Devolvendo-me a sacramentada paz
Teus oceanos desaguando em meu coração
Jurada para viver de lembranças existenciais
Nos portões das muralhas, tu és o anfitrião...

As gotas da chuva serena, sem limites
Libertam-me dos desertos cobertos de neve
Alimentando minha confissão... Meu apetite...
Chão dos grãos da união das estrelas mais leves...


Todo sacrifício realizado em teu nome
Na exatidão deste encantamento que jamais finda
Revelando toda a glória da mulher e do homem
Só os céus sabem o quanto esperei sua vinda...

Semeando o meu renascimento na sua partitura
Brotando o desejo que não cabe em si
Das notas da tua estrada que nunca é escura
No sumo de Afrodite, a aliança. Revela-se!







Onde guardei meu pranto a tua procura?
Só me lembro de você e esqueço de mim...
Suas asas solares se perderam na minha candura
Correndo no meio de gardênias e alecrim

Caminhando em dunas da neve mais densa
sendo protegida e guardada por ursos e leões
A mente vagueia e em você a cada segundo pensa....
É o estandarte da mais intensa das relações...




A águia que me acompanha, nas nuvens bailando
em seu vôo mais liberto e encantador
Arruma um modo sutil que te põe no comando
Germinando a estrada sem lágrimas nem dor

Ah desse amor, eu renasço no totem da tua liberdade
Ultrapassando todos os desafios...Erga meu véu!
Reluzente delicadeza das pétalas caindo do céu
Só para dizer que te amo na voraz e infinita totalidade

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Te amo mais... Te amo muito (Caris Garcia)

Te amo mais... Te amo muito
(Caris Garcia)

Te amo mais...Te amo muito
Um desmaio do sentir que suspira
Nesse amor sublime, tão absoluto
Em seus braços a alma respira

Transcendo aos céus adormecidos...
O seu pulso ávido, ressurgindo em mim
Foge do saber... Rumo ao desconhecido
Nas estrelas de cristal e sóis de cetim

Ninguém entende e nada se compara
Acompanha meu ser em cada jornada
Meu milagre! Entrego-te o canto de Iara
Vem! Olha o barqueiro, a moeda, a jangada...

Não se desvia agora, nenhum minuto
Sinta em mim o batimento lento
Morrendo e surgindo... A semente e o fruto
De repente as cinzas do renascimento...

Tua essência me dissolve, e nos amores se purifica
Desse modo tão virtuoso, abençoado e desperto
Minha alma, ao som dos tambores, a tua reivindica
Eternizo o momento...Aqui não há errado ou certo...

Nenhuma palavra é em vão neste rito
Veja adiante, lá fora...A promessa
Duas almas gêmeas rumo ao infinito
Atravessando dimensões... O cântico professa

As setes esferas iluminadas
Circundando o meu e o seu interior
Restaurando fragmentos da espada
Na delicadeza do balé do beija-flor

Tudo é tão eterno neste instante
Nossas almas abrindo novas passagens
Já estamos nos mágicos oceanos... Avante!
A certeza da vitória é a nossa coragem...

Não é obra do acaso o sagrado circuito
Que a cada dia... Te amo mais e mais
E a cada noite... Te amo muito...
Uma canção em sussurros ... Longe de ti... Jamais!




segunda-feira, 28 de julho de 2014

Jardins de inverno (Caris Garcia)

Jardins de inverno
(Caris Garcia)


Por onde anda, dos olhos o brilho?
O viço, adormece nas baixas temperaturas?
Como se afoga nas lágrimas o empecilho?
Acha-se força só no amor... Que para sempre dura....

Compondo um jeito de sentir as flores
Mesmo que dentro do casulo a neve invada
Ainda trago o tempero da terra e seus sabores
Emano o chamado profundo dentro da tua morada

As cerejeiras do inverno desabrochando
A mente em espirais, batendo asas da poeira
Organização peculiar... A voz no comando
Este frio que insiste bater na porteira

Glicínias que resistem aos graus mais baixos
Trazendo a experiência da sábia natureza
A sagrada árvore, a terra e o riacho ...
São os viridários celestiais espantando a tristeza?

Manacás da serra, e suas cinco asas impressiona
O sentir dos aromas enriquecendo a paisagem
O choro arrastado da velha e rica sanfona
Na fagulha de pirilampos e vaga-lumes na bagagem

Azaleias vindas da China em várias colorações
O uivo dos ventos recitando o amor verdadeiro
Nada justifica minhas infinitas exclamações...
Só ao teu amor me entregaria! Doce cancioneiro...

Por fim, do sul, da minha terra, as hortênsias...
Lá, onde enterro tudo que na vida encontrei
Minha alma parte sem vetos ou confidências
De volta aos jardins de inverno, em paz repousarei...


>>> "Para não dizer que não falei das flores... "
https://www.youtube.com/watch?v=A_2Gtz-zAzM

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A busca do Romantismo (Caris Garcia)

A busca do Romantismo
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae
























Ah...Se o romantismo se apoderasse
Fazendo desta classe um só leito
Encheria de conceito o enlace
Mas ainda tem o "Se". Deuses, tomem jeito!

Desceriam as rosas nuvens do céu
O fogaréu da prosa. Quem se renderia?
O terno e silencioso escarcéu
Preguiçoso sol fraterno...Branco se vestiria?

As flores do saber eterno e infinito
Ficariam a mercê nas portas da Rainha de Sabá
Lume do inverno dos amores. Está escrito!
Café quente... Bolo de goiabada com fubá

Qual combustível propulsiona esta jornada?
A amazona na tua estrada num elo de constelações
Inocente prima-dona e os anjos na arquibancada!
Floresta muda...Arranjos calados... Abstenções?

As Andorinhas desenhando a cor da união
Venerando-te! Dando forma nesta ladainha
Roubando para ti a mitologia...A pura retidão!
Nada poderíamos temer... "Aine" é nossa madrinha...

A tua luz invadiria a caverna tão minha
Meu Rei, eis sua Rainha! Jazem os tabus!
Proclamo: Não guio mais a estrada sozinha!
Soberano! Rege meu xadrez... Ao teu título faz jus...

E com uma flor de lótus na mão direita....
Na espreita a graciosidade desta lua cheia
Permeia a nua vivacidade que a floresta enfeita
Sou sua eleita! O que resta colocar nesta tua ceia...

Os vasos purificados na dança da arritmia!
As cavernas despertariam os ursos do inverno
E a brisa das praias soprariam da paz a melodia
Minhas lágrimas por você, hiberno...

E o grito, nos peitos vis, seria ouvido?
a virtude do defeito, o conflito da nobreza
Delimito o universo da sutileza a cruzar o mito
Entregar ao verso nosso castelo, a fortaleza

Se eu deixasse de percorrer o meu delírio
Atrás das jornadas, o impasse da sabedoria
Nos campos eu voaria, tocando os Brancos lírios

A minha alma desfrutando do néctar da sua calmaria

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A entrega (Caris Garcia)

A entrega
(Caris Garcia)




















No meio de tanto tumulto
Eu arrisco um gracejo
Sem inspiração, volto e estudo
Entretanto só o seu rosto, vejo...

Revelando os embargos
Os desmaios da sábia loucura
O sorriso grande e largo
A minha voz interna captura

A força absoluta que me rastreia
De todos os pontos cardeais
Nas entrelinhas, o canto da sereia
Oh, Marinheiro! Seu navio, meu cais...

Somente em seu “norte” caminho
No regular movimento dos ancestrais
Em cada ponto, uma nota azul-marinho
Falando baixinho... Mais que demais...

Preciso dos sais do seu ninho
Calando um pouquinho a voz da razão
Uma alusão de ter você tão pertinho
Um passarinho no meio das flores no brasão

E tudo volta a ter completo sentido
No alfabeto do olho que tudo vê...
O som mudo, mas o espírito abastecido
Tom lírico... A esperança daquele que crê...


Destaca-se unicamente o seu brilho
A mente que rege esta natureza nossa
Na beleza dos bravos andarilhos
Cravos e canelas. Canções na nova bossa

Nem compreendem os mais sábios
No lábio da perene e cruciante distância
Olhar de criança espalhando o cântico hábil ...
Aromático e suave perfume da infância...

Convém que diga a antiga cortesia
Que na vida nunca se viu semelhante graça
Aconchegante toque pacífico da sua ventania
Onde paraliso sentidos. Você, caçador e eu a caça...

Aos suspiros e desatinos corriqueiros
Se figurou o hino do teu amor no meio da via
O esplendor do centeio. Nascentes puras do ribeiro...
Majestoso amor que cura. Sem anseios nem agonia...

Da remota parte, em mim adormecida
A acolhida do fim que responde a certeza de tua chegada
Jaz o nada... A destreza da alma na torcida...
No coração, a calma batida... Novos rumos, novas jornadas...

Virtuosa saudação que se opera nos propósitos tão meus
No apogeu da nova era. Afirmação honrosa em mérito cristalino
Nobre e doce peregrino! Em formosas abstrações no Coliseu

Entrego o cândido “eu”, o cajado, o Athame do meu destino...

Devaneios da sabedoria (Caris Garcia)

Devaneios da sabedoria
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae





















Era o exército da escuridão
Que vinha todo atrás de mim
Eu guardava o tesouro do ancião
Tudo aconteceu rápido... Foi assim...

Eu e mais quatro viçosos cavalos
Vestido vermelho, a olhar para frente, o abismo
O cavalgar mais célere... os quatro emparelhados
Atingíamos mais velocidade! O "fim" seria eufemismo!

Não tinha mais para onde correr
O inimigo não deixava saída
A noite já findava... Prestes a amanhecer
Escaparei mais uma vez! Duvida?

Nas portas de mortais penhascos
A estratégia eu já havia planejado
A música do chão, da terra do casco
A fé atingindo picos abusados...

Brincando com o mestre do vento
Usando os sentidos mais ocultos
Entoei uma canção em ondas do firmamento
Olhos fechados...A prece... O culto...

E quando não mais havia chão
Dos quatro cavalos, asas enormes surgiram
E um cajado se revelou em minha mão
Portais circulares no céu se abriram...

Entramos todos por ali...
O inimigo atônito ficou
Grandes mistérios eu entendi
Chaves, decretos, cânticos hoje  sei
A mente atrás da sabedoria voou

Era 7:00 da manhã, do sonho, em paz acordei...

PS > (((( Dia sem inspiração....)))) 
PS2 > (((Acho que Dante tirou uma folguinha rsrs)))

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Apocalipse ("las Walkirias") (Caris Garcia)

Apocalipse  ("las Walkirias")
(Caris Garcia)



Um despertar profundo deste poder
Que assume a direção, que nos controla
E das águas que jazem no amanhecer
Ao som das vozes, sapatos, palmas e castanholas

Nos campos dos girassóis infinitos
Sopram para mim os ventos do inverno
Em grau negativo... "Vita Nuova" eu cito...
Compartilhando as verdades ocultas do caderno

Mesmo que desmaie de mim, toda a temperatura
E a teoria do caos, dance se movimentando
Nossa aliança é certeira...Sinta o ritmo da candura
A minha mente na tempestade, na entrega, sapateando...

Nos raios do efeito borboleta
As explosões sucessivas se replicam mudas
O estrondo da aproximação de um cometa
Mentes tão irmãs, que só nossa alma escuta...

Essas correntes nunca se desfazem!
Na travessura da meia palavra cruzada
Procura-se qualquer assunto para abordagem!
¡Olé! Ousadia dos errantes! Vinde, chuva do tudo ou nada!

Minha alma... Ré confessa e prisioneira deste teu coração
Impenetrável engenho que me desperta o grão do sustento
Tantos matizes ocultas do sim e do não...
E do “paupere” camaleão empresto o conceito


Quadro a quadro...Um pedacinho teu
Despindo-se ... O teu motim interno livre!
O pôr do sol libertando meu canto europeu
Percorrendo meus caminhos... Conspires!

Que balé é esse, tão inelutável...
“Transgredire” a ponte do português ao latim
Ao pé da aveleira uma frase de "Galileu "
Rompendo tua dimensão... Trazendo-o pra mim

Três estâncias, no Apocalipse... Benditas!!!
Que repousam no célebre altar
Reclusa, reservada e indômita eremita
Um dia há de repousar em teu sagrado mar...

PS> Necessariamente nesta ordem...
0 - https://www.youtube.com/watch?v=0qpcBkcRcS0
1 - http://www.youtube.com/watch?v=ijRrDHeAcTg
2 - https://www.youtube.com/watch?v=Clg1IbQ7sNY

3 - https://www.youtube.com/watch?v=GXFSK0ogeg4

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Celestial Overdose (Caris Garcia)

Celestial Overdose
(Caris Garcia)
 
Hidrato esta minha dormência em declínio
Com os ursos que hibernam em meus castiçais
Afogados pelos extremos e ondulados calafrios
Desistir do teu caminho? Jamais!

Páginas e páginas de experiências
O mínimo das máximas que detenho...Oh! Intrépido Rei!
Está porvir ainda o sumo de minha essência
De Ártemis, o néctar do "absinthium" me embriaguei

O "contextu" dos nexos tão enraizados
Desaguando encarceradas impurezas
Quem dera na tua miragem eu ter torneado
Reverenciando minhas correntes com leveza

Coloridas quedas d'água em suaves golpes
Tua reanimação cardíaca me trazendo de volta
Montado em "Pégasos", o cândido galope!
Contigo, até solos desertificados, a semente brota

Albatrozes e marinheiros na vigilância
Para que minhas naus cheguem em teu destino
Ao som da tua voz me guiando a distância
Como a flauta de "Pã" em seu mais suave "hymnu"

A cadência das nuvens entre as gazas
Tombadilho do abismo das canções
Ouvir o seu coração, a mente extravasa
A ardência do conceito de amor de "Camões"

O tridente fantástico das afeições em caravana
A voz trêmula, no desvario quase pronuncia
A graça enleada a vital esperança, proclama
O abandono das cinzentas nuvens da agonia

Traga-me "Toth" da sabedoria, o remédio das razões
Proclamada no sacro vergel, minhas flores de cristal
Entregando de "Circe" todas os mistérios das poções
Vamos adiante! Sempre unidos... Que tal?

http://www.youtube.com/watch?v=sbO7suLFaXc

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Anjo Radiante (Caris Garcia)

Anjo Radiante
(Caris Garcia)



Ilustração: Teigi Hirae

Eu me aposso de tuas verdades
Porque elas também são minhas
Tudo é simples na tua complexidade
O que eu quero dizer? Adivinha...

Tu adentras em meu universo
Porque possui todas as chaves
Eu te amo verso após verso
Já te enviei as sorrateiras aves

As flores que te trazem a mim
É um doce aparato da intervenção
O frescor das doces ervas de jasmim
Quase desmaio quando envia sua radiação

Zonas perfeitamente tão identificadas
Alcançando as minhas veias mais profundas
O fogo azul que me joga do tudo para o nada
Talvez eu reveja as frases de Pablo Neruda

Embaralha meus níveis de tensão à deriva
Em regiões de estruturas tão opostas
Alinho meus clássicos em comitiva
Jogo-me em suas ribanceiras! Mesa posta!

O zelo da espantosa especulação
dá origem do sólido e robusto pensamento
Anjos e demônios que me guardam com devoção
Distante de tudo... Não, não aguento!

Esse mundo tão apartado de nossa redoma
Manifestando fixos e miraculosos intervalinhos
Farei então uma coleção de diplomas
Para aguentar a nostalgia de nosso ninho

"A chuva não cai para o trigo crescer"
Do princípio das folhas, o esboço
O que eu fiz para te merecer?
O canto, a harpa, o amor, a origem do colosso...

A Real sociedade de nossas particularidades
Habitantes com passagem só de ida
"O amor não tem idade "
Senhora Saudade, sente-se, seja bem vinda...

São numerosas as nossas considerações
A causa sem resultado às forças vitais
Como se ameniza a ausência das ações
Se o controle se desgoverna em infinitos "ais"

A criação distinta da ilha e suas teorias
Estou sempre saindo do meu carril…
O tempo que não existe e a crença da agonia
Olhar distante... Preces jogadas ao céu anil...

Se o verbo, o princípio seria,
O que descarrilharia das estações o trem...
Na busca da insana sabedoria….
O seu abraço me dizendo baixinho... Vem!



https://www.youtube.com/watch?v=vqDgLR1w15M

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sonhos de Helena (Caris Garcia)

Sonhos de Helena 
(Caris Garcia)

Ilustração: Teigi Hirae



















A bandeira que você içou ao meu lado
Nunca mais soltou, nem partiu
Tantas expedições poderiam ter te abalado
Vencendo todas, para mim voltou e sorriu

A beira da montanha sombria
Enterrei meu tesouro precioso
Nada chegou tão perto nem a dúbia alquimia
Afastando de vez, o inimigo astucioso!

Em mim, apenas restou uma gota
A qual você jurou proteger
Nunca sofremos sequer uma derrota
Nenhum desafio gigante a nos abater

Porque só você me decifra
Todos os códigos mais recônditos
Já fora rei, comandante e califa
Oh! Puro sangue, brilho bendito!

Sinalizavam as trombetas
O momento se aproximava
Dragões e o casulo da borboleta
Ao som de Mozart, a sinfonia oitava

Guerreavam o bem e o mal
Numa valsa quase romanesca
Era possível ver lentamente o final
A flor exalando perfume e a fruta ainda fresca

Onde há a propensão do equilíbrio?
Quando sua veste em sangue derramava
Não havia cantos nem adágios malditos
Vitória! "Esta batalha, acredite, você desbrava! "

Havia um propósito tão maior
Que se rebelava único e sensato
Impedir as tempestades de Thor
Transformar portais e dimensões em mito e boato

Minha alma já sabia no fundo
Que um navio fantasma, seria
Um suspiro, um sopro no mundo
Sem descanso, à noite em vigília

Sem âncoras, castelos, nem portos
Viverei na fuga da chama eterna
Só em ti acharei o único conforto
O teu vinho, dentro da sagrada esfera

Para proteger o segredo
Do maior mistério não revelado
Desprendi-me de todo o medo
Até meu espírito, deixei abandonado

Por fim a humanidade alienada
Ficará salva do perigo sempre iminente
Deixarei minhas lágrimas na sua calçada
Afogando-me em seus rios e afluentes

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https://www.youtube.com/watch?v=5LoSYG6661Q



terça-feira, 15 de julho de 2014

Nosso Eclipse (Caris Garcia)

Nosso Eclipse
(Caris Garcia)
Ilustração do artista e amigo : Teigi Hirae





















 
Trêmula...Da maré alta e baixa, um estrondo
O vislumbre da ação do porvir é agonizante
Fecho meus olhos, no seu denso "mondo"
Esse nosso amor blindado e aconchegante

O seu amor iluminou todas as minhas dimensões
Estremecendo cada constelação no mirante
A melancolia e a solidão na tocaia das imediações
Quem procura acha! Assim dizia, meu mestre Dante!

Como os castelos antigos da tal saudade...
Novos e velhos diálogos sendo reciclados
Todas os nossos eclipses reunidos em atividade
Guardadas por Corcéis selvagens e alados

Ameniza-se o todo, com ações em conjunto
As ações paralelas e de enigmas obscuros
Com o néctar de Dionísio! Você, eu unto!
Sempre serei sua! Ah, por você, eu juro!

Juntos podemos o impossível recriar
Dos propósitos que antes eram tão abstratos
A perfeição fora do esquadro, quiçá angular
Nosso elo antigo foi restabelecido no ato!

Desprovidos do medo e carregados de audácia
Vencemos todos os tempos! Ah, épocas tão remotas...
Para você, entrego a árvore sagrada de Hathor,  Acácia...
Devolva-me seu mapa antigo, sua fuga, a rota...

Oh! Ishtar! Esse amor me devora...
Seguiria seus rastros do caos ao imprevisto
Não há o que pensar... Sinta! É essa a hora!
Nossa intensidade divinal! Nada que os mortais tenham visto...

Chega de ludibriar a sensatez e a loucura...
Equilibrando corações tão vorazes
Não existe história de amor a nossa altura
Nem os próprios Deuses seriam capazes

E amenizando sutilmente a lembrança
Do pôr do sol até a noite mais densa
Estarei contigo na pureza de uma criança
Em todas as estações, idade e doença...


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Gotas do Yin-Yang (Caris Garcia)

Gotas do Yin-Yang
(Caris Garcia)


A garoa vagarosa chorava baixinho
O vento acariciava as vidraças
O aroma invadindo tudo, doce cafezinho
A minha vontade eu projeto... Ergues a taça?


Está por vir a grande e sonhada mudança
Seus vulcões, a pólvora tão minha, serpenteia...
Perdi-me no teu caminho, me achei na tua bonança
Construímos nosso castelo, na ensolarada aldeia


Corrompendo minha alma em púrpuros abismos
Hoje se tornou magma, ontem era faísca
Em tuas águas aconteceu o meu batismo
Em teu harém, sou a única odalisca

 

A mente implode, se rasga por dentro e fora
Ser consumida pela resistência do tempo teu
Não precisas medir os segundos, pode ser agora!
Chegas colorindo tudo o que outrora era breu


 
Sem direção para seguir, a alma se cala
O transe dos dragões enclausurados e libertos
A conspiração me digerindo na tua cabala
Os portais para ti estarão sempre abertos!

 

As antigas muralhas se renovando mais fortes
Os labirintos para os náufragos renascendo
Dois gêneros, uma alma... Tu, meu eterno consorte...
Voa para meus braços! Venha logo, correndo!

 

A prece do silêncio cândido de cada passo
O buraco negro repelindo a reflexão
Sem ti, é certeiro o meu intenso fracasso
A funesta agonia em meu encontro. Arrastão!

 

No templo da senhora das feras
A perspectiva da arcaica sabedoria
Derramando em mim a tua nobre atmosfera
Na minha lua, no meu sol. De noite e de dia ...


 
O destino das veredas escolhidas
Alcançar o "télos" de meu destino
É concluir que ao seu lado...Vida! Vida
Tocada no acorde do angelical violino...


>> Recomenda-se ler ouvindo para 1ª leitura >>  http://www.youtube.com/watch?v=NdhDZp3oI_0

>> Recomenda-se ler ouvindo para 2ª leitura >>  http://www.youtube.com/watch?v=Lv8-MCoiPcM

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Poeiras de Viena (Caris Garcia)

Poeiras de Viena
(Caris Garcia)



Ilustração: Teigi Hirae



















O candelabro tinha tanta vida...
A orquestra revestindo os vazios espaços
E com flores derramando em toda avenida
Para colher no portão branco o tão sonhado abraço...

  
As velas de fundo tão veteranas
O chão de tabuleiro suas histórias contando
Para Afrodite bradando, hosana!
A tarde chuvosa e fria no comando

As cordas tocadas com tanta delicadeza
As estátuas olhando o todo com perfeição
Elevando todos os pedidos a vossa alteza
Tudo se originou na nossa antiga criação...

 
O violino tão exato e perfeito
O coral dando o caimento total
Tento embaralhar todos os conceitos
A conclusão proposta é tão vital...


Viena atingindo o mais alto grau
Momentos esses, tão perfeitos!
O quadro se revelando divinal
Freud sorri com um olhar satisfeito

Eis que cai, a tarde fria e chuvosa
Acompanhada pelo espetáculo produzido
Uma nuance de poesia e prosa
Um tiro no escuro do desconhecido


Em algo tão maior que nos faz acreditar !
Lágrimas de emoção! Mundo gira, rodopia !
Nós ! Eu e você ! Tom maior que o ar
Emocionamos até a alma mais fria...



Conheça Viena >>  https://www.youtube.com/watch?v=rUu8yYt-tz8

Música             >> https://www.youtube.com/watch?v=jQp-YjiE3zc

quarta-feira, 9 de julho de 2014

As partes dos atos (Caris Garcia)

As partes dos atos
(Caris Garcia)

E a declaração se faz tão arrebatadora
O fluxo contínuo das lágrimas em meus delírios
O sentimento guardado na incubadora
Da minha arte e da ciência, sólidos princípios


 
Faz ressoar que jaz o "Basta!"
Séculos de memórias ontogênicas
O Velho Saturno esboçando a entusiasta
A velha filosofia Helenística





Tematizando marés tão desaparecidas
Entorpecendo de Diótima, as memórias
Nascendo da essência da vida...Vita!
Superestimar a singela dedicatória...


 
Envaidecendo portais tão lacrados
Cedendo todos os véus impúdicos
Coração batendo forte e acelerado
Refletindo o viço do desmaio verídico




 
Desprovidos da paixão temporária
Algo essencialmente límpido e casto
Mestres da "luce" nossa antiga confraria
Para meu casulo eu volto e te arrasto...


Nem "Cila" poderia descrever tal ato
Ao menos "Virgílio" com seus hexâmetros versos
Poderia contemplar o oposto do desacato
A rima mais solta, livre, tormento disperso



Nada findaria esta "peculiare" Odisseia
Na busca da parte setentrional da "Terra"
Poderíamos refazer a nobre assembleia
Nosso mundo, livre e sem guerra


 
Em nosso país, pelo sol banhada
Onde do norte jaz domado, o vento
Sempre caímos na mesma cilada
Temos ritmo próprio, sem mandamento


 
Jardins reluzentes entre todos os meios
Livres da velhice, do trabalho e da guerra
Só nós dois e mais nada, restando o mundo alheio
Prosa infinita que jamais se encerra


Somos exagerados e verdadeiramente sentimos
O clamor deste pavio que em terra já pousou
Tudo isso é certeiro, o toque legítimo
Ou fazemos nossa nova história, ou... ?




O fato notável que virou lenda, mito
E quem escolhe as recônditas camadas?
Quem mais poderia ouvir a dor deste coração aflito?
Vamos seguir o rumo em qual jornada?


De repente a paz invadiu o meu coração
Uma ausência das lutas, só a serenidade
O excesso sem nenhuma abreviação

O ato de Cyrano de Bergerac, amabilidade