Musics....

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Rocha (Caris Garcia)

A Rocha
(Caris Garcia)






















Cada um cresceu com sua tragédia pessoal
Era viúvo o pai do menino
Se fechou em seu destino cretino
o que poderia fazer afinal?

A mãe falecera em seu nascimento
assim o menino de seu pai ouvia
Essa fala do pai era um tormento
só tinha um momento de alegria

A mãe viúva criava sua menina
longe dos olhares dos curiosos
tão triste como a bomba de hiroshima
proibia-a de olhar para o menino “charmoso”

O que é proibido é mais divertido?
pois bem pra eles era uma brincadeira
lançavam doces e ternos olhares atrevidos
Há paixão...Mesmo que o mundo não queira...

Depois de procurar em toda floresta
Acharam o esconderijo mais oculto
E lá, sozinhos fizeram eternas festas
distantes de todo e qualquer tumulto

A rocha era o local mais privilegiado
por árvores altas e campos passavam
Avistavam a taberna e o abismo ao lado
bebiam água, passavam a ponte e lá chegavam

Margeada de miúdas flores perfumadas
A rocha uma enorme cama parecia
escondia uma caverna na entrada
ali qualquer mal padecia

Certa vez, nada ocorreu como deveria
ela passou pelos campos, do dia esqueceu
e ele não foi ao seu encontro! Coração cheio de fobia...
O mundo girou em segundos pausados...Ele desapareceu

Voltou para o vilarejo
para  tentar descobrir o mistério
os inimigos em pleno festejo
os corpos nos troncos...Flores de cemitério

Por sorte ou azar ela ainda sobreviveu
um novo motivo para renascer ela ganhou
e um filho dele na barriga cresceu
"Partirei, mas minha alma te dou"

Com 03 anos a criança um anjo ascendeu
doença incurável dessas sem aparente razão
sem um norte pra chamar de "meu"
Para a vida ela disse não...

Anos , muitos anos depois
Numa caverna embaixo de uma Rocha
encontraram três esqueletos e não dois
e a florzinha miúda ainda lá desabrocha...


terça-feira, 18 de junho de 2013

O despertar na Taberna (Caris Garcia)

O despertar na Taberna
(Caris Garcia)















De Ícaro, as asas de cera
Congeladas pelo nosso inverno
distantes do abismo, na beira
fora do meu caminho interno

Cometi um crime na sua taberna
Tão suavemente para você olhei
perdi o paraíso, não senti a perna
depois do quinto copo desmaiei

Naquela noite banhada de estrelas
Deixando para trás erros da adolescência
Avançando na ponte da consciência
Abri meus olhos num mar de aquarelas

Você dissera: "a rocha fria continua lá
esperando a nossa calorosa chegada...
foram quantas vidas sem meu alvará?
Encontrar você, foi a mais difícil jornada...

Em cada olhar, em cada verso, rima
eu lhe encontro aqui, em meu coração
a essência deste amor será minha sina
um baile nórdico em outra dimensão"

Um milhão de anos seguindo seus passos
e por mais um milhão estarei ao seu lado
Sou sua pintura inacabada...Doce Picasso...
O par perfeito... Cânticos da noite entoados

Não devemos se quer respirar!
pois nenhuma prece seria suficiente
Sua divindade em meus 9 mundos abrigar
Esta alma imaculada, nobre e valente!

Não posso mais continuar caminhando
nas tempestades das noites de Outono
Neste reino dourado você está no comando
Entrego meu coração, minha vida abandono...

Mais um brinde! Eu lhe proponho
Por hoje, mais nenhuma bebida
Pague logo toda a sua dívida

e acorda desse infinito sonho...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nossas raízes (Caris Garcia)

Nossas raízes
(Caris Garcia)

Desistiria da minha eternidade
Somente para te ter neste momento
suave união do amor com a saudade
champagne e morangos: nosso alimento

Onde as raízes do amor se edificam
a paisagem tênue entre o ser e o existir
caminhos que brilham e te saúdam
as minhas visões pode agora invadir...

Dirigia uma vida sem rumo e sem vontades
um suspirar profundo era raridade
o olhar perdido era saudoso de sua presença
sem religião, filosofia ou crença...

Erros constantes e diários quase sufocava
Pedia uma vida breve...vaso sem violeta
Até que em meus sonhos você me resgatava
como um anjo salvando a frágil borboleta

Invada meu lar, meu templo, minha casa!
Veja dentro de você onde eu moro
acenda nosso amor no vulcão, na brasa
Vejo dentro de mim e choro...

Quebre as regras, hoje você sou eu
Lágrimas caem por sentir sua respiração
Esta é sua entrega divina...Doce Orfeu!

Siga a minha trilha, siga o seu coração

Jardim das almas (Caris Garcia)

Jardim das almas
(Caris Garcia)


Jardim do tempo dos amores
que infinito das almas derrama
um cálice e a poesia declama
diamantes flutuando nos bastidores


















Na janela uma pequena abertura
onde pode se ver todos os caminhos
tanto brilho e luz nas alturas
que reflete a paz bem devagarinho


 




Sua voz penetra em minhas profundidades
lugares que até eu desconhecia
paixão, amor, terror e calamidade
tantos lugares, tanta geografia...














Em todo o universo te procurei
Visões de nós dois caminhando...
Filmes mostrando onde eu errei
Hoje eu sei, quero só você...Quando?













Venha! Me dá sua mão por um segundo
E todas nossas vidas se revelarão
seus abraços me invadem tão profundo
que causam inveja em Eva e Adão...












Em seu colorido orquidário
trago meu humilde branco e preto
Para que com seu dom revolucionário
Retire essa existência do obsoleto













Findo meus ais já tão derramados
na absoluta suavidade de seu violino
em óperas pelo mundo orquestrados
Duas almas em uma... Divino! Divino!