Musics....

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A quarta gota - nossa intensidade


A quarta gota - nossa intensidade
 
Rumo ao delta do rio egípcio
pronta para desaguar em teus braços
um mediterrâneo de flores é um indício
e nossas mãos, rumo ao poente, entrelaço...
 
Ah...é este horizonte que nos recebe!
tantas épocas de puro desejo e alegria
nossa união até o sol percebe
deste querer forte que até o cupido se beneficia
 
Admirável a longevidade deste amor
que se intensifica a cada sussurro
é simples, clássico...Dom Casmurro
sua a todo momento, revelando o criador
 
Nunca é tarde contigo...é sempre dia!
Coleciono a amabilidade de suas vogais
bailando numa tempestade de calmaria
nossos beijos e abraços quase artesanais

 

 
sem convenções ou regras para seguir
onde tudo já estava há tempos escrito
numa maestria tão celestial quanto astral...

nossa causa o mundo todo quer aderir
tenho que registrar, deixar bem dito
a mente e a alma na dança consensual...
 
entregando-se para mim tão devagar
a respiração tão lenta e abafada
e ao redor de nossas asas: as chamas

nada poderá  este elo abalar
Vem! Anda comigo no céu na estrada
Amo-te!! não tem nenhuma charada! Me ama!
 
o calor cerimonial deste amor bandido
que transmite a doçura mais angelical
não se esconde em nenhuma coordenada...

o ritmo de meu coração em ti benzido
tão intensa a cadência deste coral
Indestrutível !!! Infinito fenomenal !!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

3. gota - A Dúvida


A Terceira gota - A dúvida
( Caris Garcia)

A doceira e o tacho de doce
três minutos que mudam o mundo
minha vida, você que trouxe
uma vida, um segundo...
 
Essas horas cheias de filosofia
D'uma expressão de significados
quase sem ar ou asfixia
o grito hoje não é abafado
 
A perfeição consistente fazendo sentido
O ato de se jogar com olhos abertos
o choro inconsciente é o melhor amigo
o corte nem todo dia é desperto
 
Senso crítico tão detalhado quanto iluminado
A flor de um vulcão perfeccionista
que desperta este ar tão abençoado
a escrita na alma, a lei abolicionista
 
No limiar entre a falha e o perfeito
O fio da meada da estrofe despreocupada
não é todo verbo ou adjetivo que aceito
Mas na mente ainda é tudo ou nada
 
Descrever momentos que o tempo para
Sem hora de partida nem de chegada
E essa paisagem eloquente e rara
E eu no abismo, na beirada...
 
O pensamento que flui livremente
A arca perdida e achada todo dia
não há corrente condizente
Na corda bamba não há acrobacia
 
Arcos trigonométricos e o tridente
não perceptíveis as viagens no tempo
Alma livre e corpo doente...(Ah! A rima deprimente...)
não há equilíbrio? Não há alento ?
 
Rompendo o espaço e tempo local
como um sino repleto de mercúrio
a sinfonia quase celestial
na poesia não se cometem perjúrios
 
Descarregando eletricidade nas afirmações
Decifrando códigos tão alheios aos demais
livre da hipocrisia e abstrações
o chalé, a montanha, condições ideais...
 
Evidências tão claras na estrutura camuflada
só entende quem as vê, digere e emana
incendiando dentro de mim esta estrada
minhas interrogações continuam a paisana...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Rascunho 1

Rascunho (no papel de pão) rs

No pranto que me sustenta
um saber quase imediatista
das correntes que se quebram
em cada vitória alastrada

Teu pisar há de ser tão profundo
quanto ao da prole que se multiplica
num tear divino e misterioso
desta festividade chamada vida

O ato de criar se reverbera
em todos os ventos que me elevam
generosos, de tão boa vontade
que a sensação vibra nos ponteiros antigos
Acelerando os segundos que falecem na brisa noturna

Mas há de por vir um instante nesta dimensão
onde a balança e o horizonte se alinham
todas as cores se reunindo em festa
e os elementos projetarão a cadência de minha alma

O "minha" e o "nossa" alçando vôo
Borboleta e anjo
Eu e você..