Musics....

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Aurora (Caris Garcia)

Aurora
(Caris Garcia)

O sol mal havia se espreguiçado
Anunciando tua chegada de terras abissais
Na mão direita teu velho cajado
Na esquerda os murmúrios e ais...

Ouviu o cântico do sabiá te saudando?
Novos tempos na dimensão criada
Somente a minha voz te chamando...
Não há atalhos nessa jornada!

Novas vidas repletas de esmero
Na luz da Aurora sempre apaixonada
Sem voz alguma, o grito: Quero! 
E do coração retiras a tua espada

Brilho e Claridade, meus doces sentinelas
Conjurando aos ventos do leste
Pintarás comigo a branca e nua tela!
O portal se abrirá! Da armadura do amor se reveste...





sábado, 14 de novembro de 2015

Minha rota (Caris Garcia)

Minha rota
(Caris Garcia)



Quando volto a olhar para dentro
serpenteando as lembranças
Banho-me em águas do renascimento 
Distribuindo o sorriso de criança 

Descarto toda a tristeza
E te vejo me restaurando 
O amor existe! Tenho certeza!
Coloque nossa bandeira no comando!

Uma construção sutil e pura
Lentamente abastecendo a esperança 
A promessa minha e a aliança tua
Entramos juntos nesta dança 

O toque, o olhar, os sentidos
A brisa leve, o ar mais puro
A descoberta do elo perdido
Desistir jamais ! Eu juro!

Castelos, terras e montanhas
Países, vidas, épocas tão remotas
Caravanas, vitórias e tuas façanhas
A tua direção sempre foi minha rota

Ressurge na íris todo o brilho 
O meu abraço dado ao mundo inteiro
A força do trem do destino fora do trilho
Venha! Dê a moeda ao barqueiro!


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Vale! ( Caris Garcia)

Vale! 
(Caris Garcia)



Vale a pena viver, vale!
Dar o próximo passo e subir
Vale a pena dizer, vale!
O soneto do Paraíso, puro elixir ...

Vale, ainda vale...!
Ouvir a nossa velha história...
Vale, ainda vale!
Sentir a esperança dos dias de glória 

Ainda vale!
Suspirar e sentir a ascenção da travessia
Ainda vale!
Transformar gotas em sinais de alquimia

Ainda vale lembrar do sonho...
Despertar com outro semblante 
Passar o dia com ar risonho
Citando alguma estrofe de Dante

Vale!
Querer a volta de tons primitivos
Suspirar  pelo amor verdadeiro 
Saber que o sentimento está vivo...
Lembra do papel, selo e o mensageiro?

Vá! Ali ! Veja...
O sol que entrou na janela do seu quarto...
Mostrando na lua a tua oculta face...
Revelando a verdade de nosso trato...
Não há no mundo o que desfaça esse enlace...

Vá ! Ali e veja !
O amor não morre jamais...
Ele apenas cresce no infinito
Maior que eu e todos os sais...
Releia o nosso manuscrito!

Sem querer, o amor se revela...
E revelando se purifica em nós ...
Nesta surreal avenida paralela 
Onde somos uma nação e do amor porta-voz...

Vale dizer que " Depois de tudo ainda ser feliz..."!
"Vale... Vale tudo!!! "Assim se dizia...
Beijando-te com bala de anis
Buscando aquela antiga melodia...

Amor! "Mostra a tua cara ! 
Para ver quem paga, pra gente ficar assim..."
O banquete de Platão, na mesa, prepara!
Venha queimar teus incensos em mim...
 
Vale...
 Ainda vale dizer que te amo...
Derrubar-te nas flores no campo ou na rua 
Dizendo que toda poesia é tua 
É nos altos que proclamo...


"A paz invadiu o meu coração ..."





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O amanhã de sempre (Caris Garcia)

O amanhã de sempre
( Caris Garcia)

O "sempre" na roda da vida
Borda a gratidão na sensibilidade fascinante
Depois da batalha... Armadura amadurecida
Constante movimento no tabuleiro do Comandante

O mesmo pranto da entrada é o sorriso da saída...
Traz tanto alívio que sufoca o viajante 
Balança equilibrada na justa medida
O canto da paz interna, quase delirante

Existirá no presente o tal melhorado?
Há o postulado da razão e emoção ...
Como se o amor pudesse ser mais abençoado 
A entrega na plenitude da ação

Raízes unidas, lado a lado
Futuro sorriso do sim e no hoje semente
Sonhos e castelos no cavalo alado
A pureza do ar que enriquece a mente

O amanhã certamente existe!
Arrisque um segundo nele pensar 
Não viver o presente é um respirar triste...
Assim como uma dança sem seu par...

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Orquestra ( Caris Garcia)

A Orquestra

(Caris Garcia)




A esperança, a regente da Orkhéstra

Um dilúvio e a arca angelical

A harpa dos elementais na floresta

Um ponto na vida. Reflexão existencial...


A ponte, as cordas do violino e violoncelo 

Horizonte de pássaros beijando os ventos

O último discurso de Sócrates: seres paralelos

O chafariz mágico do renascimento 


A aliança, a maestrina e o maestro

Triângulo divino da temperança 

O gesto puro, pacífico e honesto

E a memória nítida de herança 


As partituras, é o sopro divino

As ondulações perfeitas entre você e eu

"Ora et labora" em tom beneditino

Assumindo as habilidades de Morpheus...

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Néctar dos amores ( Caris Garcia)

Néctar dos amores
(Caris Garcia)

Amparo incondicional de gotas orvalhadas 
Turquesas afloradas em portos antigos
A pirâmide de abrigo em nossa jornada
Na morada dos Deuses, cante comigo...

Riqueza de uma lua quase minguante
Verdejante rua da beleza no comando
Apartando o viés da nobreza mutante
Canto a coragem do "quando?"...

Ausência do oposto da claridade
Cidade com cristais derramados no chão 
A revelação que chega em branda tempestade 
A Pedra de jade e o diamante do dragão 

Metamorfose clara da gota do amor puro
Conjuro a autentica doçura dos encantos 
Manto de perfume inigualável ! Juro!
O futuro do cume? Hoje planto...

Nem sempre reta é a trajetória
Não desfaz no inverno as pétalas frias 
No destino não existe escolha aleatória 
Que se faça sempre com sabedoria

A chave mestra é sempre protegida...
O Baluarte de inéditas transmutações 
A entrada é o início da saída 
Enigma que confunde os vulcões 


Forjando tua espada no meu chamado
O brilho que cega a alma do langoroso
Nos rascunhos vou libertando o legado
Na música francesa o alívio misericordioso


Vinde a mim as flores e elementais!
Natureza que atende os meus clamores...
O batimento compassado de notas celestiais
Libertando o néctar dos amores

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A voz do silêncio (Caris Garcia)

A voz do silêncio 
(Caris Garcia)



O risco e um riso que se concreta
O suspirar tardio de alívio na madrugada
O ciclo que enfim se completa 
No mergulho de um boto rosa e a jangada

É ponto forte, inquebrável e duradouro 
Pequena distância do eterno infinito
Inestimável e puro tesouro 
A voz que chama no mudo grito 

O mar de vírgulas e reticências 
Como a canção silenciosa das ondinas 
Que na mente faz reverência 
Na fé , coragem e disciplina...

Quantos mais ? Quantos ainda?
As chegadas e saídas de um mesmo ponto
Prantos e sais ! A placa "seja bem vinda"
Sonetos, lendas e o conto

Quisera fosse ímpar devaneio 
Ouvindo de vez o quebrante 
Carta que chega sem selo e correio
Atendendo o chamado do viajante

Esparramando o sal da sorte
Bastão que rege a chave da dimensão 
Interligando canais de transporte
Ligando a minha e a tua constelação...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Portais da esperança (Caris Garcia)

Portais da esperança 



Eis que surge o frescor matutino 
Que transcende o ópio dos roseirais...
A segurança do colo uterino 
O desatino da esperança em espirais


Em divina propriedade se abastecerá
Da atmosfera reluzente do seio dos dias
A leitura no pé de um jequitibá 
As peripécias dos valentes da travessia 

Na terra de pássaros e oceanos
o despertar reluz uma fração do suspiro 
A parábola de um bom samaritano
A essência da felicidade em delírio 

As manhãs se transmutando em curiosos pardais
O bailar das asas em nuvens de algodão 
Metamorfose do menos em mais
O pedir se transformando  em gratidão 

O raiar de inéditas melodias
Fragmentando notas de esperança 
O canto, o violão e a poesia
Espalhando flores pela andança 


De uma batalha que se vislumbra  a vitória 
Soprando rajadas de doce magia
Estampando bandeiras brancas na pré-história 
Abençoada pelos Deuses da mitologia 

Ah! Se apenas o verbo se calasse
E o substantivo fosse inconsequente 
Adjetivaria que o sol em sua ação face a face
Traria-lhe as máximas da paz permanente 

Sentindo a sedução da brisa 
Dissipando toda a neblina
Tempos melhores profetiza
Na fartura do amor de menina

As nuances perfeitas do paraíso 
A paz será o enigma da sabedoria
A rotina livre do infantil sorriso 
A liberdade pura em anistia



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mandalas ( Caris Garcia)

Mandalas 



Mandalas do por do sol 
A cabala nos moinhos de vento
A excursão aos domínios do girassol
Lembrar de ti... Renascimento!!

Tua sinfonia, meu chamado
Idas e vindas, sacras sementes
A chama violeta, nosso legado
Das borboletas douradas ao jardim nascente 


Portões sagrados, nosso lar
Aquele momento que resume o abraço 
Nosso dialeto pairando no ar
Tanto sentimento que não sobra espaço 


As raízes que nasceram unidas
A jornada do caminho estreito
Flor de Isis e a maçã mordida
Dois em um, doce conceito


Como florais circulando as correntes sem limite
Estrela cadente flertando o planeta
Vulcões de Eros, Vênus e Afrodite
Anunciando "Ágape"nas antigas trombetas

Elo invisível, concreto e eterno
O novo capítulo da biografia 
À noite, de dia... Verão e inverno 
Atravessando dimensões da pura magia 

Facetas do desconhecido conforto 
O encontro simétrico em mansos leitos
Renascendo das cinzas de um sopro morto
A gota do dom perfeito...


Enraizados na certeza de algo maior
Estagiando em regiões onde o amor é apenas a origem e o apocalipse...




terça-feira, 9 de junho de 2015

A entrega (Caris Garcia)

A entrega
(Caris Garcia)








(*)

Despertar leve e breve no presente
Desde os primeiros raios de sol
tudo transpirava estrelas cadentes
Ao fundo o prelúdio e fuga em si bemol

Delineando o pintar de grandes obras primas
divinos tons alaranjados se misturando
sem palavras, poesia nem rimas
apenas o toque do criador no comando

a suavidade do frescor da manhã
as folhas de outono que não caíam mais
O delicado perfume das lavandas e o hortelã
o violino de Bach em acordes divinais

Os flocos de neve bailavam... Eloqüentes!
Como um gélido beijo em 24 tons temperados
Revestindo todo verde delicadamente
Cravos e carrancas do mestre a espantar mau olhado

Do alto da torre era possível sentir tua boca
Conjurando a liberdade dos pássaros descontraídos
Emanando juramentos na densa ornamentação barroca
Entoando a armadura dos sete sustenidos em mel curtidos

A brisa fria vinha fazer reverência
tocando-me a face em redemoinhos travessos
quase roubando de mim toda a inocência
Nos Jardins de Florença, os abraços. O começo...

As árvores embalavam sua sementes escondidas
em movimento evidentemente materno
a orquestra estava pronta e comprometida
era chegado o grande dia... Eterno...

Cada nota das linhas líricas e pastorais em união
Nas camadas do meu núcleo, manto e crosta
As espadas cruzadas do meu sim e do não
Rendição total... A alma para ti, exposta

Tua vibração intensa... Minha entrega tão real...
Arrebatar-se...Sucumbir as flores do teu amor primaveril
A alquimia precisa, perfeita, fiel e leal
Cada movimento nostálgico, inédito e sutil

Saí de meu casulo...
Abri grandes e majestosas asas coloridas
e voei ao encontro teu
e toda minha eternidade lhe entreguei...


 https://www.youtube.com/watch?v=s2TkiDIKyZ4

terça-feira, 28 de abril de 2015

O Sorriso... (Caris Garcia)

O Sorriso...
(Caris Garcia)

"Teu sorriso vale mais que a minha canção"
Eu tinha o não e nadei no grão do prejuízo
Do céu um aviso...Escutei...Adivinha...
Na escrivaninha, meia luz, um soneto preciso...

A lua derramando energia e vitalidade
Claridade do dia amando a noite de cada rua
Doando emoção e alegria nua na semente da bondade
A caridade fluía na explosão minha e tua...

O semblante sereno no Criador... Admiração...
Animação das cinzas em fogo doce e aconchegante
Vogal e muda consoante...Movimento perfeito do Artesão
Ascensão do sujeito! Alento incondicional! Diamante!

Virtude do mais e do menos! Apetite do meu alimento!
Unguento de Afrodite... Sinais da beatitude ao lado
Magnitude do aprendizado...Convite de adeus ao lamento...
Argumento de Zeus...O silêncio suspira apaixonado...

A harmonia que flui na memória tão claramente...
Estrela da glória expressando a feliz sincronia
Sinfonia da Fênix derramando vitória como antigamente
Confidentes! Seguem a trajetória da alquimia...

Aquele instante que altera toda semana
Emana de Hera a proteção constante
Quiçá vidas inteiras atingindo o nirvana
Obstinação! Bravos guerreiros da luz exuberante...

E a canção que causou o sincero sorriso
O aviso romântico do bolero... Mão na mão...
Dedilhando notas lentas de improviso
O amor despe a alma nos acordes de um violão...



https://www.youtube.com/watch?v=E_PcJNeOMus

segunda-feira, 9 de março de 2015

Asas da liberdade (Caris Garcia)

Asas da liberdade
(Caris Garcia)

Asas da liberdade fugidia
Que do lamento e sofreguidão
Amassou a carta de alforria
Virou no avesso o brasão...

Amparo da lágrima sombria
Nem se quer pensou, apenas partiu 
Uma pena do céu repousou na calmaria
Anjo que chega pertinho e sussurra...Psiu...

Abrindo as aladas penas deslumbrantes
Derramou um segundo da existência
Céus rosados de verbos e paradigmas gigantes
Pontos finais na metamorfose das reticências

Olhar atônito sobre a graça e o oposto
A beleza do paraíso tardio que ali já esteve
Todos no mesmo lugar, a memória, o rosto...
Ah... Aquele olhar...O impulso reteve...

Os braços, no outro, mergulhados
Como abraços se acomodando no ninho
Esqueceu de tudo, entregou o ombro cansado
Naquele instante entendeu... Nunca esteve sozinho...

Quente o conforto, o alívio divinal
A felicidade iluminada por trombetas
Em cada alma, metade de uma digital...
Fechou o olho, abriu o casulo...Voa livre a borboleta...

O reencontro mais que merecido
A esperança que a vida continua
Alívio ao coração e peito ferido
Mente entregue... Alma nua...

No apelo das lembranças do passado
Nascendo num futuro tão distante
Alicerce das gerações ao lado
As lições da comédia de Dante...

A conversa sem eira nem beira
Os segundos da tua presença requisitada
O valor de cada vírgula, a sílaba tão caseira...
"Posso ouvir teu coração em qualquer dimensão...
Do outro lado do mundo...em qualquer estrada..."



domingo, 8 de março de 2015

Noite em dia... (Caris Garcia)

Noite em dia... 
(Caris Garcia)

Dias que a escuridão se aproxima
Quando a noite vira o abismo viscoso
O dia sem brilho, a poesia sem rima
O ar denso em flerte ao clima misterioso

Respirar? Nenhuma possibilidade!
Pés na movediça areia dos vermelhos mares
Desvendando toda a complexidade
Do mistério da vida e seus pilares

Firmamentos em vão da loucura de existir
Transformando o chão de vitórias em derrotas
Agora nem restará o ato de dormir
O pesadelo noturno lhe fará chacota

O seguir das bússolas sem ponteiro
Que jogam você para a face oculta da lua
Balas e almas perdidas nos tiroteios
"Engole! Cresça! Apenas evolua..."

Numa noite sem estrelas nem segundos
Pares destroçados pela iniquidade
Paralelo, entrelaçado, próximo, o teu, o meu, mundo...
A tua luz, minhas trevas...O oposto do avesso da infinita atividade!

Distantes por abismos de dívidas contraídas
Renascidos da esperança que já nasce em luto
Quando a única estrada é a tua rua sem saída
O cantor principal da minha ópera é mudo...

Ai, desses dias que já nascem abortados
Rodopiando nas esquinas da sofreguidão
Velando as estrelas que partiram sem adeus...

E o sol vem pela manhã, com megatons abençoados...
Distribuindo o "sim", curando o "não"
Renascendo para burgueses e plebeus...


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Danúbios da vida (Caris Garcia)

Danúbios da vida
(Caris Garcia)

Há de surgir a tempestade
Se necessário, todos os dias
Como neves ternas de claridade
As ervas e metais na tua alquimia

...E o sol não deixará de brilhar...

Grande iluminado e poderoso
Como espadas na honra forjadas
atrás de toda a neblina, cauteloso
ele lá estará, trazendo novas alvoradas

... E o nosso sol jamais deixará de brilhar...

Na gangorra do teu sentimento não se brinca
é um compasso que apenas se sente
Um minuto para que siga a minha estrada inca...
Traga a tuas runas como confidente

... E o sol só nasce para tua contemplação... 

Os sentimentos são tão raros
a pureza de cada um, me refaz
Não existe castigo sem amparo
Só a tuas águas não são artificiais...

... Você que é o filho do sol... Purifica-me ! 

As flores não escolhem suas cores
Os perfumes não decidem suas fragrâncias
Nas cordilheiras do seu império, beija-flores
Liberto minhas borboletas em oceanos de elegância

É tão simples que a complexidade se confunde
o ritmo se aproximando com cataventos
ninguém chega na nossa altitude
Oh! Estrela do púrpuro firmamento!

Os cabelos brincam com cada rajada
o sol na pele como parte da natureza
equilibrando a arquitetura do nada
Demonstrando o impossível da proeza

É possível vislumbrar todo vale sagrado
tantas histórias, famílias...Olha ali,a nossa vida!
Em cada esquina, nossos fragmentos batizados
Os rituais da flauta de bambu... Ah, não existe despedida...

Aqui e ali posso sentir os rastros teus
Nas sombras das nítidas lembranças te encontro
Aquela chuva fina com um ar europeu
Obra prima inacabada... Romance sem fim, nem ponto...

O ponteiro do relógio parado
O ritmo cardíaco é inexistente
O Danúbio azul ao nosso lado
Florestas inteiras de presente

Em segundos passamos por todos os vilarejos
ainda vejo os campos de flores infinitos
as águas, riachos, cachoeiras...O gracejo...
Em algum lugar, alguém disse: Maktub "Está escrito"

Tudo tão presente, vivo e distante agora
como os círculos da vida que giram sem saber
Na suas paradas eu me entrego... Chegada a hora...
Como se fosse a primeira e última vez do alvorecer...

https://www.youtube.com/watch?v=pzlw6fUux4o

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Nossos pilares (Caris Garcia)

Nossos pilares
(Caris Garcia)

Infinitos "ais" esses, os meus...
Que submergem dentro da insana
inglória e bastarda tempestade do breu...
Em teu piscar de olhos alcanço meu nirvana...

Me arrasta para o sul e para o leste
ou ao único lugar que me sinto segura
Aquecendo a alma fria com tua energia celeste
Não acorda! Dura sonho... Dura!!!

Dentro da tua bússola sem ponteiros
Para fora de teus versos sem rimas
a entrega de meu sorriso mais matreiro
não há força maior que este amor! Obra-prima !

Fortaleza tua que me afeta em demasia
Ao som das trombetas musicais
e da nuvem distribuindo alforria
Teu Navio... Meu cais...

Tua voz mansa e forte,
de todos os felinos reunidos
A única que vence todas as mortes
Sem você... O chão se faz perdido...

Na mesma força que o teu universo
do meu único verso equilibra a vida
rebate a medalha do reverso
Único conhecedor do meu ponto de partida

Para fora e dentro do teu aquário
cujo alguns dão o nome de oceano...
É o frescor destas tuas águas que eu amo
Não as adjetivo com nenhum dicionário...

Banham-me por dentro e por fora
Purificando ao nível mais alto
Olhos fixos no horizonte da tua aurora
Oh! Puro amor! Doce pureza, eu arrebato...

Entregando-me límpida e transparente
A direção exorcizo...Olha o princípio de tudo!
Nos teus mares, do meu céu confidente
Não preciso dizer...Nasce a dança em nosso som mudo...

Em tuas dimensões infindáveis, em teus mares
tua mão sempre está enlaçada na minha...
Castelo que nos pertence... Você é meu rei, eu tua rainha
Teus sussurros..."eu existo e estou aqui ..."Nossos pilares...


https://www.youtube.com/watch?v=6V4sspUayvo&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=iVOSTDyZIp8&feature=youtu.be