Musics....

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Decreto do amor inabalável (Caris Garcia)

Decreto do amor inabalável
(Caris Garcia)
 
Quem és tu?
Que a minha ‘alma imacula
Revelas todo o meu baú
Desvendas toda a minha cúpula

 
Despes as minhas verdades
Devoras a minha essência
A alquimia da vera afinidade
Tomas para ti o sumo da abrangência

 
Como quem não enseja...
Tocas em toda a minha biografia
Entregando-me a ti em bandeja
O banho dos véus da pura harmonia

 
Desmanchando toda neve cinzenta
Cintilando meu jardim em paletas
Tão divinais! Cor, aqui, jamais vista...
Como uma onda gigante, só a suave crista

 
Como derramas este bálsamo quente
Em todas as camadas de meu espírito
Outrora tão enfraquecido e doente
Que ecoa como um chamado bendito

 
Em minha condição primacial, nos abismos profundos
Tu me rastreias nos vilarejos, nas ruas
Aqui a contagem é só um mero segundo
Ah... Esta mente sempre será tua...


 
Tu! Oh! Filho do sol !
Teu espírito flamejante e incandescente
Aquece os lugares mais sombrios de meu atol
Revelando o mistério de tão inquietante mente

 
Eu que sou a filha da terra e do céu estrelado
Tu és a estrela maior! Em mim é o decreto...
Despido da matéria, da luz tu és abastado
Guarda e emana o mais puro dos afetos...

 
De todos os meus universos perdidos
Tu transformas toda iniquidade em pureza
Desertos com a água viva, abastecidos...
Não há quem não reverencie tamanha beleza...

 
Com um sopro derruba todos os meus postulados
e faz da minha última gota a infinita cachoeira
Oceanos inteiros de um amor sempre lado a lado
o único que atravessou todas as barreiras

  


Para o amor que já foi, é, e sempre será...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

OS ANTIGOS MESTRES: O DIÁLOGO (Caris Garcia)

Os antigos mestres: o diálogo
(Caris Garcia)


E quando falham as teorias
a prática se torna viciosa
Entre a ignorância e a sabedoria
Esquadro e martelo, junção curiosa



E o instante se transforma
em muralhas de firmamento constante
sol e lua na mesma plataforma
Inspira-me meu Mestre, Dante!

 

Nada nesse "concílio" é novidade
os conhecimentos mais antigos do flanco
o mistério do tabuleiro preto e branco
Mediadores dos discursos na antiguidade

Ainda são os ensinamentos mais sensatos
Porém as ações evidenciam tal desgaste
Ritmo e a harmonia nos porta-retratos
Guerreiro no alto da colina, a bandeira e a haste

 
Essa ação nem sempre é esperada
Vem em tufões de fonemas hoje tão surdos
A crítica da modernidade em suaves trovoadas
"Além do bem e do mal" eu diria em sussurros...

 
Intocável é a roupagem das hipocrisias?
De mãos dadas com a graça de estar...
Recuperando os valores afirmativos do dia
o impulso à superação das limitações do mar


  
O "Ser" traz a dádiva mútua em oceanos
Distribuindo a lei de retorno como mérito
Unitária tripulação do "navigiu arcanu"
Os papiros antigos dialogam neste inquérito


A dúvida que permeia esta "academia" é "como"
Sabendo-se que o "ser" e o "estar" são conquistados
Da ponte já foi feita a subliminar travessia

 
Da maçã que cai, se retira um gomo! ?
E as chaves cruzadas? Conhecimento valioso e tão velado...
De Veneza só restam as máscaras e as alegorias?

Os gomos de maçã
 
Bastardos são os adiamentos já tardios
Porém segundo o "parteiro" sempre se pode recomeçar...um diálogo...
mesmo sem vestes ou voz para "o grito"

O passo é dado ! “Paciência” ,ele disse...Um de cada vez...