Musics....

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Bailes da vida (Caris Garcia)

Bailes da vida
(Caris Garcia)























Na alma intensos redemoinhos circulando
pedacinhos de você se unindo em mim
já te perguntei...Quando? Quando ?
Como posso viver assim ?

Nessa intensidade devastadora
que me arremessa em outros tempos
Saudade cruel e denegridora
Leva-me para ele!! Vento ! Vento!

Onde nos vimos pela vez primeira
E centenas de vezes novamente
Corrompendo o elo a corrente
Subindo ao paraíso das cordilheiras...

Dancei no seu ritmo
vivi a sua historia
roubei seus sentidos
desmaiei em seus braços outrora...

O baile milenar da vida
que me arrasta em sua procura
curando todas as feridas
para o amor...a abertura

Canto a música para que escute
somente sua alma irá me ouvir
Não fuja...não mude...
quero te fazer novamente sentir

Podemos...Tudo é possível aqui !
Venha ! Eu me entrego...
Não consigo mais de você fugir...
Não quero.... Não quero...

Você é mais forte que eu
Pode da vida o perfume extrair
Sentimos a neve dos Pirineus
só você me faz sorrir...

"você existe em mim
como eu existo em você

e isso o tempo nunca vai apagar..."

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Comandante (Caris Garcia)

O Comandante
(Caris Garcia)


















No seu coração o amor está cravado
Nele as estrelas, as noites e dias
nos seus olhos viajo num cavalo alado
o mundo todo, a roda viva da poesia

nos seus braços e abraços desperto
para um mundo todo de intensa magia
não existe proibição, o não nem o veto
você compila toda minha biografia...

Nem um lugar do mundo seria melhor
Para sempre caminhar ao seu lado
Peço que Zeus, Afrodite, vênus e Thor
Acertem o ritmo do meu coração descompassado

A vida na verdade, sem você, nunca existiu
Foi um eterno pesadelo que sozinha caminhava
Você chegou e sorrateiramente me disse...psiu....
"todo esse tempo, onde você estava?"

E dessa sua fonte infinita e imortal
eu bebo, me banho e me reanimo como antes
dançarei eternamente no seu mundo astral
O amor que ninguém explica...Nem Freud ou Dante...

Se antes era tudo um borrão, um rascunho
hoje virou inspiração, uma obra de arte
Somente ao amor dou meu testemunho
Que com você viajarei da Lua até Marte

Sinta o pulsar dessa alma errante
Que sem você, rumou sempre ao abismo
Da minha vida, você é agora comandante
velejando em mim com o mais puro romantismo

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Celeiro (Caris Garcia)

O Celeiro
(Caris Garcia)













O tempo corria despreocupado, meio solto
livre, sem brechas, tão pouco amarras
Borboletas, pirilampos, gafanhotos
podia-se ouvir o canto das cigarras

Subia-se no alto da montanha
E admirava-se o vilarejo, as pessoas
Você surgia maroto, com suas façanhas
Era uma vida de laços fortes, vida boa...


Saíamos a caminhar pelos verdejantes campos
Como testemunha, a lua que nos observava
Corria na frente, faceira...Te provocava
A natureza nos acompanhava com seu canto

Eu olhava para trás, lançava um sorriso
Entre as árvores, me escondia e corria
Ali criamos o mais intenso dos paraísos
"O primeiro amor repleto de doces fantasias"

Avistamos a frente um antigo celeiro
E nele resolvemos entrar... "Vem !"
Espírito cheio de inocência, ar aventureiro
"As almas que se incendeiam...Fogo contém..."

Ali deixamos nossos eternos rastros
Que será lembrado pela nossa eternidade
A pureza não estava na forma nem no ato
Mas nas notas de pureza, e do amor a intensidade...



domingo, 7 de julho de 2013

O Chamado (Caris Garcia)

O Chamado
(Caris Garcia)






















A mente rodopiava em seus umbrais profundos
Alimentando-se de suas esferas infernais
Rastejou todo sentimento moribundo
E clamou: Dancem em mim! Oh ! Ancestrais

Um caminho na noite da floresta acendeu
Com o coração batendo, ouviu os tambores
Nesta jornada adentrarei em busca do meu eu
Largo pelo caminho, o medo, tabus e pudores

Próximo de mim pude sentir tamanho o calor
De um imensa fogueira, cintilando o luar
Tinha um chamado que eu ouvia...um fio condutor
Nem se eu quisesse, era impossível me afastar

Meu corpo seguia aquela voz num louco bailar
O ritmo adentrava na alma explodindo mil megatons
Os elementos espírito, fogo, terra, água e ar
Todos juntos dentro de mim numa mistura de sons...

A dança era incessante, forte, hipnótica
O corpo já possuído tinha seu próprio querer
Não se descreve tal momento por nenhuma ótica
Tem que mergulhar no mais denso anoitecer

Aquela noite mantinha o tempo parado
o segundo teimoso não desobedecia
O sol se manteve quieto e calado
Viveram vidas inteiras na noite sem um único dia...

Nota: Recomenda-se ler a poesia ouvindo https://www.youtube.com/watch?v=jiwuQ6UHMQg


segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Bruxo e a Fada (Caris Garcia)

O Bruxo e a fada
(Caris Garcia)

















Quando a tristeza vem vagarosa
e insiste em ocupar todos os vãos
é uma dança lenta e silenciosa
do sim guerreando com o não....

A alma já cansada, chora um grito
E do desejo uma suave sintonia
Hoje eu já sei e tenho dito
a estrela cadente nos espia

Quando você chega o mal se dissipa
e tudo que é neblina vira carruagem
um oceano de coloridas tulipas
e um moinho de madeira em homenagem

Mas ainda há caminhos que possam surgir
desse cansaço que nos abate do nada
juntos podemos nos auto acudir
o encontro entre o bruxo e a fada

Os conjuros entoados na estrada
podem ser ouvidos em nossa dimensão
Efeito dominó, camada após camada
é quase uma tempestade de algodão

E dentro da caixa preta o mistério
desvendado pelo verbo da conquista
Não obedece nenhum conhecido critério

O amor mais forte ! Felicidade jamais vista !

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Rocha (Caris Garcia)

A Rocha
(Caris Garcia)






















Cada um cresceu com sua tragédia pessoal
Era viúvo o pai do menino
Se fechou em seu destino cretino
o que poderia fazer afinal?

A mãe falecera em seu nascimento
assim o menino de seu pai ouvia
Essa fala do pai era um tormento
só tinha um momento de alegria

A mãe viúva criava sua menina
longe dos olhares dos curiosos
tão triste como a bomba de hiroshima
proibia-a de olhar para o menino “charmoso”

O que é proibido é mais divertido?
pois bem pra eles era uma brincadeira
lançavam doces e ternos olhares atrevidos
Há paixão...Mesmo que o mundo não queira...

Depois de procurar em toda floresta
Acharam o esconderijo mais oculto
E lá, sozinhos fizeram eternas festas
distantes de todo e qualquer tumulto

A rocha era o local mais privilegiado
por árvores altas e campos passavam
Avistavam a taberna e o abismo ao lado
bebiam água, passavam a ponte e lá chegavam

Margeada de miúdas flores perfumadas
A rocha uma enorme cama parecia
escondia uma caverna na entrada
ali qualquer mal padecia

Certa vez, nada ocorreu como deveria
ela passou pelos campos, do dia esqueceu
e ele não foi ao seu encontro! Coração cheio de fobia...
O mundo girou em segundos pausados...Ele desapareceu

Voltou para o vilarejo
para  tentar descobrir o mistério
os inimigos em pleno festejo
os corpos nos troncos...Flores de cemitério

Por sorte ou azar ela ainda sobreviveu
um novo motivo para renascer ela ganhou
e um filho dele na barriga cresceu
"Partirei, mas minha alma te dou"

Com 03 anos a criança um anjo ascendeu
doença incurável dessas sem aparente razão
sem um norte pra chamar de "meu"
Para a vida ela disse não...

Anos , muitos anos depois
Numa caverna embaixo de uma Rocha
encontraram três esqueletos e não dois
e a florzinha miúda ainda lá desabrocha...


terça-feira, 18 de junho de 2013

O despertar na Taberna (Caris Garcia)

O despertar na Taberna
(Caris Garcia)















De Ícaro, as asas de cera
Congeladas pelo nosso inverno
distantes do abismo, na beira
fora do meu caminho interno

Cometi um crime na sua taberna
Tão suavemente para você olhei
perdi o paraíso, não senti a perna
depois do quinto copo desmaiei

Naquela noite banhada de estrelas
Deixando para trás erros da adolescência
Avançando na ponte da consciência
Abri meus olhos num mar de aquarelas

Você dissera: "a rocha fria continua lá
esperando a nossa calorosa chegada...
foram quantas vidas sem meu alvará?
Encontrar você, foi a mais difícil jornada...

Em cada olhar, em cada verso, rima
eu lhe encontro aqui, em meu coração
a essência deste amor será minha sina
um baile nórdico em outra dimensão"

Um milhão de anos seguindo seus passos
e por mais um milhão estarei ao seu lado
Sou sua pintura inacabada...Doce Picasso...
O par perfeito... Cânticos da noite entoados

Não devemos se quer respirar!
pois nenhuma prece seria suficiente
Sua divindade em meus 9 mundos abrigar
Esta alma imaculada, nobre e valente!

Não posso mais continuar caminhando
nas tempestades das noites de Outono
Neste reino dourado você está no comando
Entrego meu coração, minha vida abandono...

Mais um brinde! Eu lhe proponho
Por hoje, mais nenhuma bebida
Pague logo toda a sua dívida

e acorda desse infinito sonho...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nossas raízes (Caris Garcia)

Nossas raízes
(Caris Garcia)

Desistiria da minha eternidade
Somente para te ter neste momento
suave união do amor com a saudade
champagne e morangos: nosso alimento

Onde as raízes do amor se edificam
a paisagem tênue entre o ser e o existir
caminhos que brilham e te saúdam
as minhas visões pode agora invadir...

Dirigia uma vida sem rumo e sem vontades
um suspirar profundo era raridade
o olhar perdido era saudoso de sua presença
sem religião, filosofia ou crença...

Erros constantes e diários quase sufocava
Pedia uma vida breve...vaso sem violeta
Até que em meus sonhos você me resgatava
como um anjo salvando a frágil borboleta

Invada meu lar, meu templo, minha casa!
Veja dentro de você onde eu moro
acenda nosso amor no vulcão, na brasa
Vejo dentro de mim e choro...

Quebre as regras, hoje você sou eu
Lágrimas caem por sentir sua respiração
Esta é sua entrega divina...Doce Orfeu!

Siga a minha trilha, siga o seu coração

Jardim das almas (Caris Garcia)

Jardim das almas
(Caris Garcia)


Jardim do tempo dos amores
que infinito das almas derrama
um cálice e a poesia declama
diamantes flutuando nos bastidores


















Na janela uma pequena abertura
onde pode se ver todos os caminhos
tanto brilho e luz nas alturas
que reflete a paz bem devagarinho


 




Sua voz penetra em minhas profundidades
lugares que até eu desconhecia
paixão, amor, terror e calamidade
tantos lugares, tanta geografia...














Em todo o universo te procurei
Visões de nós dois caminhando...
Filmes mostrando onde eu errei
Hoje eu sei, quero só você...Quando?













Venha! Me dá sua mão por um segundo
E todas nossas vidas se revelarão
seus abraços me invadem tão profundo
que causam inveja em Eva e Adão...












Em seu colorido orquidário
trago meu humilde branco e preto
Para que com seu dom revolucionário
Retire essa existência do obsoleto













Findo meus ais já tão derramados
na absoluta suavidade de seu violino
em óperas pelo mundo orquestrados
Duas almas em uma... Divino! Divino!





terça-feira, 28 de maio de 2013

Amor Infinito (Caris Garcia)

Amor infinito
(Caris Garcia)


Eu ainda não sei por qual caminho me perco
quando atravesso o cerco e viro fora da lei
um dia peão outro rei, com ouro no berço
se apega ao terço, mas sem você não sei...

Esta sua voz entra de mansinho no meu castelo
forte girassol amarelo que invade o meu ninho
adivinha qual o caminho deste antigo elo
o ritual mais belo, a arca que canta baixinho

Quando ouvir os acordes daquela viola
na cama deita e chora, com você evoluí
nem daqui eu saí, vem vamos embora
olha lá fora foi naquela esquina que cai

Hoje mundos de coleiras diferentes de outrora
a notícia hora a hora, banho sem cachoeira
dia sem eira nem beira, beijos de amora
medo que apavora, não se esconda nem de brincadeira!

O chão de terra nos arredores da vida
seguir a mesma batida que jamais erra
não declare guerra se a maçã for mordida
a estrutura comprometida aqui se encerra

Um dia a gente vai embora pra caminhar mais
glorificar os sais e trocar beijos na aurora
fugir de pandora e seus tristes ais
cânticos confidencias cheios de metáforas

Bonequinhas delicadas de porcelana
artesanato de cana, mão calejada
deita na almofada e leia a mão da cigana
segue pela caravana e atravessa a alvorada

Se eu viesse aqui por você pedir
o perdão aderir no canto de um bem-te-vi
explodindo todo frenesi de um purificado pranto
esta semente eu planto pra nunca te ver partir

O sol resolveu mostrar a sua cara
o pastor e sua vara que ali nasceu
na montanha o apogeu que a noite encara
na flor miúda repara, tem um quê de "Romeu"

Nunca se imaginou na doente vadiagem
cuidou da farta pastagem e o trabalho esmiuçou
a lágrima o fogo apagou, a tristeza virou miragem
subiu na cristalina carruagem e nem pra trás olhou

A carta que traz o amor vivido
o amor sem apelido que não se desfaz
a única dose de paz ao papel atribuído
gritos e gemidos do sofrimento perspicaz

Cingir a mente para restituir a emoção
traz a doce animação com a flor confidente
sentidos tão dormentes para contemplação
o sol na alucinação deveras carente

Trançando os nós do silêncio e suas pausas
o rebelde sem causa rasgando seu paletó
vestimenta de faraó, botões entre pausas
rumo o foguete para aeropausa sem nenhum xodó

Pega o lencinho perfumado jogado ao chão
oportunidades que se vão, dom tão admirado
desfaz o abaixo-assinado se livra da certidão
estufa o peito o centurião: "tenho amor acumulado"

Por fim bronzear a pele com a luz do seu luar

em seus braços me acomodar antes que a alma se rebele...

domingo, 26 de maio de 2013

A nova paleta ( Caris Garcia)

A nova paleta ( Caris Garcia)

Uma vida em preto e branco
antes de você, este era meu retrato
Pobre ópera de um só canto
lágrimas envenenadas, triste relato

Caminhava só, em busca frenética
A auto-destruição minha companheira
Vivia sem amor nem ética
A dor não era passageira

Um gole da amarga polpa da injustiça
Nem tudo é como parecia ser
A escuridão também enfeitiça
Nem a morte eu podia mais temer

Em um dia sem nuvens você surgiu
Raios de mil megatons me atingiram
E meu pulso bateu, o coração rugiu
Em meu corpo as estrelas se feriram

Depois de muito tempo no escuro
A luz que vinha de você me cegava
Eram sensações novas, te juro
Somente te perder eu receava

Um caminho novo surgia
Muitas lições novas para aprender
Você? Trouxe toda artilharia
Envolveu minha alma sem se arrepender

O mundo voltou a fazer sentido
Com o brilho de seu sorriso maroto
A melancolia você havia banido
Em meu coração, o amor, novo broto

As cores invadiram minha existência
Com uma tsunami de fraternidade
Nasceu um novo meio dia
Repleto de paixão e bondade

O dia que a terra parou (Caris Garcia)


O dia que a terra parou
(Caris Garcia)

Aquela foi a primeira vez
Que a Terra parou para nos ver passar
O olhar inocente, a brisa fresca nos beijando...

Era a mais simples a nossa dança
Tão natural quanto as flores brotando
Um ritmo lento, batida mansa
Passos sincronizados, ecos germinando

em nosso ritmo dançavam as folhas
As ruas subiam e desciam no mesmo lugar
Os vinhos, as taças e as rolhas
Uma gruta de sensações no altar

que tudo seja determinado pelo luar
alegorias de cristal para contemplação
um buquê de rosas brancas para namorar
o infinito é apenas a nossa extensão

Hoje, nada de ficar à deriva...
em terra joga sua âncora o marinheiro
Você ancorou em mim! Viva!
Com você não existe roteiro ...

O retorno (Caris Garcia)


O retorno


E assim ele chegou e parou na porta
Com quem diz, cá estou de volta...
"Há lugares que retornamos justamente por que nunca deveríamos ter saído..."

Um misto de grãos de areia e terra
Tudo ele trouxe na bagagem
O início da vida que se encerra
Muito trabalho e pouca vadiagem

Há de ser certo, o início do recomeço
Sempre haverá o caos da escuridão
E a luz lá no fundo, um raio travesso
Vitória se conquista pela paixão

É um manjar se apaixonar pela vida
Reconhecer que a sobrevivência é o meio
A chegada é o fim, e o começo é a partida
Um café com adoçante, um pão de centeio

Eu sempre soube que você voltaria
Tão certo como os animais que migram
Tão multiplicador como as ondas que se quebram
O amanhecer em cima da mesma rocha fria...

Esse abraço durou uma eternidade
O universo inteiro desfilou em frações
Momentos como esses que viraram canções
Sem orgulho, nem rancor ou vaidade

O reencontro por fim aconteceu
Os cheiros, gostos e toques intensos
A emoção rica dos minutos e silêncio
Vivo e sinto o momento, não penso

O importante não é o que será daqui pra frente
é apenas o descobrir do caminho de volta....

E saber que todas as minhas rotas me trouxeram aqui, de volta pra você ....

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A sexta gota: O dom...

A sexta gota: o dom

Respirar tuas nuvens coloridas
Cada dia num quadro perfeito
Suspirar rimas tão bandidas
Receber o tema ,do dia ,eleito...

Vem daqui, daqui de dentro
Vem de lá ,onde a mente nem alcança
Uma idéia, uma palavra, terno alento
O doce mais gostoso da criança

Para mim, para você , o mundo...
Tudo é motivo para poetizar !
A letra na rima de um vagabundo...
Nada poderá amordaçar!

depois da estrofe primeira
O resto são vagões de trem
Com o norte da viga certeira
Ricas rimas por nenhum vintém

Como tudo da alma aflora
O ritmo acompanha as entranhas da terra
Nas verdades estranhas e sonoras
De um dicionário sempre em guerra

Findando este por do sol
Para que o amanhã terno seja
A Última nota: si bemol
E outra rima o autor almeja