Musics....

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Celeiro (Caris Garcia)

O Celeiro
(Caris Garcia)













O tempo corria despreocupado, meio solto
livre, sem brechas, tão pouco amarras
Borboletas, pirilampos, gafanhotos
podia-se ouvir o canto das cigarras

Subia-se no alto da montanha
E admirava-se o vilarejo, as pessoas
Você surgia maroto, com suas façanhas
Era uma vida de laços fortes, vida boa...


Saíamos a caminhar pelos verdejantes campos
Como testemunha, a lua que nos observava
Corria na frente, faceira...Te provocava
A natureza nos acompanhava com seu canto

Eu olhava para trás, lançava um sorriso
Entre as árvores, me escondia e corria
Ali criamos o mais intenso dos paraísos
"O primeiro amor repleto de doces fantasias"

Avistamos a frente um antigo celeiro
E nele resolvemos entrar... "Vem !"
Espírito cheio de inocência, ar aventureiro
"As almas que se incendeiam...Fogo contém..."

Ali deixamos nossos eternos rastros
Que será lembrado pela nossa eternidade
A pureza não estava na forma nem no ato
Mas nas notas de pureza, e do amor a intensidade...



2 comentários:

jackeline disse...

o primeiro amor...
marcante envolvimento de um tempo sem fim,
é tão doce a lembrança
que a natureza sempre nos fará relembrar com o ar puro dela, as estrelas, a lua... o carinho...
tão meiguinho miga...
bjs
jacks

Anônimo disse...

O tempo não mata a essência de se viver. No preâmbulo de cada contexto um movimento cíclico. Excelente texto.