Musics....

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Te amo mais... Te amo muito (Caris Garcia)

Te amo mais... Te amo muito
(Caris Garcia)

Te amo mais...Te amo muito
Um desmaio do sentir que suspira
Nesse amor sublime, tão absoluto
Em seus braços a alma respira

Transcendo aos céus adormecidos...
O seu pulso ávido, ressurgindo em mim
Foge do saber... Rumo ao desconhecido
Nas estrelas de cristal e sóis de cetim

Ninguém entende e nada se compara
Acompanha meu ser em cada jornada
Meu milagre! Entrego-te o canto de Iara
Vem! Olha o barqueiro, a moeda, a jangada...

Não se desvia agora, nenhum minuto
Sinta em mim o batimento lento
Morrendo e surgindo... A semente e o fruto
De repente as cinzas do renascimento...

Tua essência me dissolve, e nos amores se purifica
Desse modo tão virtuoso, abençoado e desperto
Minha alma, ao som dos tambores, a tua reivindica
Eternizo o momento...Aqui não há errado ou certo...

Nenhuma palavra é em vão neste rito
Veja adiante, lá fora...A promessa
Duas almas gêmeas rumo ao infinito
Atravessando dimensões... O cântico professa

As setes esferas iluminadas
Circundando o meu e o seu interior
Restaurando fragmentos da espada
Na delicadeza do balé do beija-flor

Tudo é tão eterno neste instante
Nossas almas abrindo novas passagens
Já estamos nos mágicos oceanos... Avante!
A certeza da vitória é a nossa coragem...

Não é obra do acaso o sagrado circuito
Que a cada dia... Te amo mais e mais
E a cada noite... Te amo muito...
Uma canção em sussurros ... Longe de ti... Jamais!




segunda-feira, 28 de julho de 2014

Jardins de inverno (Caris Garcia)

Jardins de inverno
(Caris Garcia)


Por onde anda, dos olhos o brilho?
O viço, adormece nas baixas temperaturas?
Como se afoga nas lágrimas o empecilho?
Acha-se força só no amor... Que para sempre dura....

Compondo um jeito de sentir as flores
Mesmo que dentro do casulo a neve invada
Ainda trago o tempero da terra e seus sabores
Emano o chamado profundo dentro da tua morada

As cerejeiras do inverno desabrochando
A mente em espirais, batendo asas da poeira
Organização peculiar... A voz no comando
Este frio que insiste bater na porteira

Glicínias que resistem aos graus mais baixos
Trazendo a experiência da sábia natureza
A sagrada árvore, a terra e o riacho ...
São os viridários celestiais espantando a tristeza?

Manacás da serra, e suas cinco asas impressiona
O sentir dos aromas enriquecendo a paisagem
O choro arrastado da velha e rica sanfona
Na fagulha de pirilampos e vaga-lumes na bagagem

Azaleias vindas da China em várias colorações
O uivo dos ventos recitando o amor verdadeiro
Nada justifica minhas infinitas exclamações...
Só ao teu amor me entregaria! Doce cancioneiro...

Por fim, do sul, da minha terra, as hortênsias...
Lá, onde enterro tudo que na vida encontrei
Minha alma parte sem vetos ou confidências
De volta aos jardins de inverno, em paz repousarei...


>>> "Para não dizer que não falei das flores... "
https://www.youtube.com/watch?v=A_2Gtz-zAzM

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A busca do Romantismo (Caris Garcia)

A busca do Romantismo
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae
























Ah...Se o romantismo se apoderasse
Fazendo desta classe um só leito
Encheria de conceito o enlace
Mas ainda tem o "Se". Deuses, tomem jeito!

Desceriam as rosas nuvens do céu
O fogaréu da prosa. Quem se renderia?
O terno e silencioso escarcéu
Preguiçoso sol fraterno...Branco se vestiria?

As flores do saber eterno e infinito
Ficariam a mercê nas portas da Rainha de Sabá
Lume do inverno dos amores. Está escrito!
Café quente... Bolo de goiabada com fubá

Qual combustível propulsiona esta jornada?
A amazona na tua estrada num elo de constelações
Inocente prima-dona e os anjos na arquibancada!
Floresta muda...Arranjos calados... Abstenções?

As Andorinhas desenhando a cor da união
Venerando-te! Dando forma nesta ladainha
Roubando para ti a mitologia...A pura retidão!
Nada poderíamos temer... "Aine" é nossa madrinha...

A tua luz invadiria a caverna tão minha
Meu Rei, eis sua Rainha! Jazem os tabus!
Proclamo: Não guio mais a estrada sozinha!
Soberano! Rege meu xadrez... Ao teu título faz jus...

E com uma flor de lótus na mão direita....
Na espreita a graciosidade desta lua cheia
Permeia a nua vivacidade que a floresta enfeita
Sou sua eleita! O que resta colocar nesta tua ceia...

Os vasos purificados na dança da arritmia!
As cavernas despertariam os ursos do inverno
E a brisa das praias soprariam da paz a melodia
Minhas lágrimas por você, hiberno...

E o grito, nos peitos vis, seria ouvido?
a virtude do defeito, o conflito da nobreza
Delimito o universo da sutileza a cruzar o mito
Entregar ao verso nosso castelo, a fortaleza

Se eu deixasse de percorrer o meu delírio
Atrás das jornadas, o impasse da sabedoria
Nos campos eu voaria, tocando os Brancos lírios

A minha alma desfrutando do néctar da sua calmaria

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A entrega (Caris Garcia)

A entrega
(Caris Garcia)




















No meio de tanto tumulto
Eu arrisco um gracejo
Sem inspiração, volto e estudo
Entretanto só o seu rosto, vejo...

Revelando os embargos
Os desmaios da sábia loucura
O sorriso grande e largo
A minha voz interna captura

A força absoluta que me rastreia
De todos os pontos cardeais
Nas entrelinhas, o canto da sereia
Oh, Marinheiro! Seu navio, meu cais...

Somente em seu “norte” caminho
No regular movimento dos ancestrais
Em cada ponto, uma nota azul-marinho
Falando baixinho... Mais que demais...

Preciso dos sais do seu ninho
Calando um pouquinho a voz da razão
Uma alusão de ter você tão pertinho
Um passarinho no meio das flores no brasão

E tudo volta a ter completo sentido
No alfabeto do olho que tudo vê...
O som mudo, mas o espírito abastecido
Tom lírico... A esperança daquele que crê...


Destaca-se unicamente o seu brilho
A mente que rege esta natureza nossa
Na beleza dos bravos andarilhos
Cravos e canelas. Canções na nova bossa

Nem compreendem os mais sábios
No lábio da perene e cruciante distância
Olhar de criança espalhando o cântico hábil ...
Aromático e suave perfume da infância...

Convém que diga a antiga cortesia
Que na vida nunca se viu semelhante graça
Aconchegante toque pacífico da sua ventania
Onde paraliso sentidos. Você, caçador e eu a caça...

Aos suspiros e desatinos corriqueiros
Se figurou o hino do teu amor no meio da via
O esplendor do centeio. Nascentes puras do ribeiro...
Majestoso amor que cura. Sem anseios nem agonia...

Da remota parte, em mim adormecida
A acolhida do fim que responde a certeza de tua chegada
Jaz o nada... A destreza da alma na torcida...
No coração, a calma batida... Novos rumos, novas jornadas...

Virtuosa saudação que se opera nos propósitos tão meus
No apogeu da nova era. Afirmação honrosa em mérito cristalino
Nobre e doce peregrino! Em formosas abstrações no Coliseu

Entrego o cândido “eu”, o cajado, o Athame do meu destino...

Devaneios da sabedoria (Caris Garcia)

Devaneios da sabedoria
(Caris Garcia)
Ilustração: Teigi Hirae





















Era o exército da escuridão
Que vinha todo atrás de mim
Eu guardava o tesouro do ancião
Tudo aconteceu rápido... Foi assim...

Eu e mais quatro viçosos cavalos
Vestido vermelho, a olhar para frente, o abismo
O cavalgar mais célere... os quatro emparelhados
Atingíamos mais velocidade! O "fim" seria eufemismo!

Não tinha mais para onde correr
O inimigo não deixava saída
A noite já findava... Prestes a amanhecer
Escaparei mais uma vez! Duvida?

Nas portas de mortais penhascos
A estratégia eu já havia planejado
A música do chão, da terra do casco
A fé atingindo picos abusados...

Brincando com o mestre do vento
Usando os sentidos mais ocultos
Entoei uma canção em ondas do firmamento
Olhos fechados...A prece... O culto...

E quando não mais havia chão
Dos quatro cavalos, asas enormes surgiram
E um cajado se revelou em minha mão
Portais circulares no céu se abriram...

Entramos todos por ali...
O inimigo atônito ficou
Grandes mistérios eu entendi
Chaves, decretos, cânticos hoje  sei
A mente atrás da sabedoria voou

Era 7:00 da manhã, do sonho, em paz acordei...

PS > (((( Dia sem inspiração....)))) 
PS2 > (((Acho que Dante tirou uma folguinha rsrs)))

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Apocalipse ("las Walkirias") (Caris Garcia)

Apocalipse  ("las Walkirias")
(Caris Garcia)



Um despertar profundo deste poder
Que assume a direção, que nos controla
E das águas que jazem no amanhecer
Ao som das vozes, sapatos, palmas e castanholas

Nos campos dos girassóis infinitos
Sopram para mim os ventos do inverno
Em grau negativo... "Vita Nuova" eu cito...
Compartilhando as verdades ocultas do caderno

Mesmo que desmaie de mim, toda a temperatura
E a teoria do caos, dance se movimentando
Nossa aliança é certeira...Sinta o ritmo da candura
A minha mente na tempestade, na entrega, sapateando...

Nos raios do efeito borboleta
As explosões sucessivas se replicam mudas
O estrondo da aproximação de um cometa
Mentes tão irmãs, que só nossa alma escuta...

Essas correntes nunca se desfazem!
Na travessura da meia palavra cruzada
Procura-se qualquer assunto para abordagem!
¡Olé! Ousadia dos errantes! Vinde, chuva do tudo ou nada!

Minha alma... Ré confessa e prisioneira deste teu coração
Impenetrável engenho que me desperta o grão do sustento
Tantos matizes ocultas do sim e do não...
E do “paupere” camaleão empresto o conceito


Quadro a quadro...Um pedacinho teu
Despindo-se ... O teu motim interno livre!
O pôr do sol libertando meu canto europeu
Percorrendo meus caminhos... Conspires!

Que balé é esse, tão inelutável...
“Transgredire” a ponte do português ao latim
Ao pé da aveleira uma frase de "Galileu "
Rompendo tua dimensão... Trazendo-o pra mim

Três estâncias, no Apocalipse... Benditas!!!
Que repousam no célebre altar
Reclusa, reservada e indômita eremita
Um dia há de repousar em teu sagrado mar...

PS> Necessariamente nesta ordem...
0 - https://www.youtube.com/watch?v=0qpcBkcRcS0
1 - http://www.youtube.com/watch?v=ijRrDHeAcTg
2 - https://www.youtube.com/watch?v=Clg1IbQ7sNY

3 - https://www.youtube.com/watch?v=GXFSK0ogeg4

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Celestial Overdose (Caris Garcia)

Celestial Overdose
(Caris Garcia)
 
Hidrato esta minha dormência em declínio
Com os ursos que hibernam em meus castiçais
Afogados pelos extremos e ondulados calafrios
Desistir do teu caminho? Jamais!

Páginas e páginas de experiências
O mínimo das máximas que detenho...Oh! Intrépido Rei!
Está porvir ainda o sumo de minha essência
De Ártemis, o néctar do "absinthium" me embriaguei

O "contextu" dos nexos tão enraizados
Desaguando encarceradas impurezas
Quem dera na tua miragem eu ter torneado
Reverenciando minhas correntes com leveza

Coloridas quedas d'água em suaves golpes
Tua reanimação cardíaca me trazendo de volta
Montado em "Pégasos", o cândido galope!
Contigo, até solos desertificados, a semente brota

Albatrozes e marinheiros na vigilância
Para que minhas naus cheguem em teu destino
Ao som da tua voz me guiando a distância
Como a flauta de "Pã" em seu mais suave "hymnu"

A cadência das nuvens entre as gazas
Tombadilho do abismo das canções
Ouvir o seu coração, a mente extravasa
A ardência do conceito de amor de "Camões"

O tridente fantástico das afeições em caravana
A voz trêmula, no desvario quase pronuncia
A graça enleada a vital esperança, proclama
O abandono das cinzentas nuvens da agonia

Traga-me "Toth" da sabedoria, o remédio das razões
Proclamada no sacro vergel, minhas flores de cristal
Entregando de "Circe" todas os mistérios das poções
Vamos adiante! Sempre unidos... Que tal?

http://www.youtube.com/watch?v=sbO7suLFaXc

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Anjo Radiante (Caris Garcia)

Anjo Radiante
(Caris Garcia)



Ilustração: Teigi Hirae

Eu me aposso de tuas verdades
Porque elas também são minhas
Tudo é simples na tua complexidade
O que eu quero dizer? Adivinha...

Tu adentras em meu universo
Porque possui todas as chaves
Eu te amo verso após verso
Já te enviei as sorrateiras aves

As flores que te trazem a mim
É um doce aparato da intervenção
O frescor das doces ervas de jasmim
Quase desmaio quando envia sua radiação

Zonas perfeitamente tão identificadas
Alcançando as minhas veias mais profundas
O fogo azul que me joga do tudo para o nada
Talvez eu reveja as frases de Pablo Neruda

Embaralha meus níveis de tensão à deriva
Em regiões de estruturas tão opostas
Alinho meus clássicos em comitiva
Jogo-me em suas ribanceiras! Mesa posta!

O zelo da espantosa especulação
dá origem do sólido e robusto pensamento
Anjos e demônios que me guardam com devoção
Distante de tudo... Não, não aguento!

Esse mundo tão apartado de nossa redoma
Manifestando fixos e miraculosos intervalinhos
Farei então uma coleção de diplomas
Para aguentar a nostalgia de nosso ninho

"A chuva não cai para o trigo crescer"
Do princípio das folhas, o esboço
O que eu fiz para te merecer?
O canto, a harpa, o amor, a origem do colosso...

A Real sociedade de nossas particularidades
Habitantes com passagem só de ida
"O amor não tem idade "
Senhora Saudade, sente-se, seja bem vinda...

São numerosas as nossas considerações
A causa sem resultado às forças vitais
Como se ameniza a ausência das ações
Se o controle se desgoverna em infinitos "ais"

A criação distinta da ilha e suas teorias
Estou sempre saindo do meu carril…
O tempo que não existe e a crença da agonia
Olhar distante... Preces jogadas ao céu anil...

Se o verbo, o princípio seria,
O que descarrilharia das estações o trem...
Na busca da insana sabedoria….
O seu abraço me dizendo baixinho... Vem!



https://www.youtube.com/watch?v=vqDgLR1w15M

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sonhos de Helena (Caris Garcia)

Sonhos de Helena 
(Caris Garcia)

Ilustração: Teigi Hirae



















A bandeira que você içou ao meu lado
Nunca mais soltou, nem partiu
Tantas expedições poderiam ter te abalado
Vencendo todas, para mim voltou e sorriu

A beira da montanha sombria
Enterrei meu tesouro precioso
Nada chegou tão perto nem a dúbia alquimia
Afastando de vez, o inimigo astucioso!

Em mim, apenas restou uma gota
A qual você jurou proteger
Nunca sofremos sequer uma derrota
Nenhum desafio gigante a nos abater

Porque só você me decifra
Todos os códigos mais recônditos
Já fora rei, comandante e califa
Oh! Puro sangue, brilho bendito!

Sinalizavam as trombetas
O momento se aproximava
Dragões e o casulo da borboleta
Ao som de Mozart, a sinfonia oitava

Guerreavam o bem e o mal
Numa valsa quase romanesca
Era possível ver lentamente o final
A flor exalando perfume e a fruta ainda fresca

Onde há a propensão do equilíbrio?
Quando sua veste em sangue derramava
Não havia cantos nem adágios malditos
Vitória! "Esta batalha, acredite, você desbrava! "

Havia um propósito tão maior
Que se rebelava único e sensato
Impedir as tempestades de Thor
Transformar portais e dimensões em mito e boato

Minha alma já sabia no fundo
Que um navio fantasma, seria
Um suspiro, um sopro no mundo
Sem descanso, à noite em vigília

Sem âncoras, castelos, nem portos
Viverei na fuga da chama eterna
Só em ti acharei o único conforto
O teu vinho, dentro da sagrada esfera

Para proteger o segredo
Do maior mistério não revelado
Desprendi-me de todo o medo
Até meu espírito, deixei abandonado

Por fim a humanidade alienada
Ficará salva do perigo sempre iminente
Deixarei minhas lágrimas na sua calçada
Afogando-me em seus rios e afluentes

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https://www.youtube.com/watch?v=5LoSYG6661Q



terça-feira, 15 de julho de 2014

Nosso Eclipse (Caris Garcia)

Nosso Eclipse
(Caris Garcia)
Ilustração do artista e amigo : Teigi Hirae





















 
Trêmula...Da maré alta e baixa, um estrondo
O vislumbre da ação do porvir é agonizante
Fecho meus olhos, no seu denso "mondo"
Esse nosso amor blindado e aconchegante

O seu amor iluminou todas as minhas dimensões
Estremecendo cada constelação no mirante
A melancolia e a solidão na tocaia das imediações
Quem procura acha! Assim dizia, meu mestre Dante!

Como os castelos antigos da tal saudade...
Novos e velhos diálogos sendo reciclados
Todas os nossos eclipses reunidos em atividade
Guardadas por Corcéis selvagens e alados

Ameniza-se o todo, com ações em conjunto
As ações paralelas e de enigmas obscuros
Com o néctar de Dionísio! Você, eu unto!
Sempre serei sua! Ah, por você, eu juro!

Juntos podemos o impossível recriar
Dos propósitos que antes eram tão abstratos
A perfeição fora do esquadro, quiçá angular
Nosso elo antigo foi restabelecido no ato!

Desprovidos do medo e carregados de audácia
Vencemos todos os tempos! Ah, épocas tão remotas...
Para você, entrego a árvore sagrada de Hathor,  Acácia...
Devolva-me seu mapa antigo, sua fuga, a rota...

Oh! Ishtar! Esse amor me devora...
Seguiria seus rastros do caos ao imprevisto
Não há o que pensar... Sinta! É essa a hora!
Nossa intensidade divinal! Nada que os mortais tenham visto...

Chega de ludibriar a sensatez e a loucura...
Equilibrando corações tão vorazes
Não existe história de amor a nossa altura
Nem os próprios Deuses seriam capazes

E amenizando sutilmente a lembrança
Do pôr do sol até a noite mais densa
Estarei contigo na pureza de uma criança
Em todas as estações, idade e doença...


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Gotas do Yin-Yang (Caris Garcia)

Gotas do Yin-Yang
(Caris Garcia)


A garoa vagarosa chorava baixinho
O vento acariciava as vidraças
O aroma invadindo tudo, doce cafezinho
A minha vontade eu projeto... Ergues a taça?


Está por vir a grande e sonhada mudança
Seus vulcões, a pólvora tão minha, serpenteia...
Perdi-me no teu caminho, me achei na tua bonança
Construímos nosso castelo, na ensolarada aldeia


Corrompendo minha alma em púrpuros abismos
Hoje se tornou magma, ontem era faísca
Em tuas águas aconteceu o meu batismo
Em teu harém, sou a única odalisca

 

A mente implode, se rasga por dentro e fora
Ser consumida pela resistência do tempo teu
Não precisas medir os segundos, pode ser agora!
Chegas colorindo tudo o que outrora era breu


 
Sem direção para seguir, a alma se cala
O transe dos dragões enclausurados e libertos
A conspiração me digerindo na tua cabala
Os portais para ti estarão sempre abertos!

 

As antigas muralhas se renovando mais fortes
Os labirintos para os náufragos renascendo
Dois gêneros, uma alma... Tu, meu eterno consorte...
Voa para meus braços! Venha logo, correndo!

 

A prece do silêncio cândido de cada passo
O buraco negro repelindo a reflexão
Sem ti, é certeiro o meu intenso fracasso
A funesta agonia em meu encontro. Arrastão!

 

No templo da senhora das feras
A perspectiva da arcaica sabedoria
Derramando em mim a tua nobre atmosfera
Na minha lua, no meu sol. De noite e de dia ...


 
O destino das veredas escolhidas
Alcançar o "télos" de meu destino
É concluir que ao seu lado...Vida! Vida
Tocada no acorde do angelical violino...


>> Recomenda-se ler ouvindo para 1ª leitura >>  http://www.youtube.com/watch?v=NdhDZp3oI_0

>> Recomenda-se ler ouvindo para 2ª leitura >>  http://www.youtube.com/watch?v=Lv8-MCoiPcM

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Poeiras de Viena (Caris Garcia)

Poeiras de Viena
(Caris Garcia)



Ilustração: Teigi Hirae



















O candelabro tinha tanta vida...
A orquestra revestindo os vazios espaços
E com flores derramando em toda avenida
Para colher no portão branco o tão sonhado abraço...

  
As velas de fundo tão veteranas
O chão de tabuleiro suas histórias contando
Para Afrodite bradando, hosana!
A tarde chuvosa e fria no comando

As cordas tocadas com tanta delicadeza
As estátuas olhando o todo com perfeição
Elevando todos os pedidos a vossa alteza
Tudo se originou na nossa antiga criação...

 
O violino tão exato e perfeito
O coral dando o caimento total
Tento embaralhar todos os conceitos
A conclusão proposta é tão vital...


Viena atingindo o mais alto grau
Momentos esses, tão perfeitos!
O quadro se revelando divinal
Freud sorri com um olhar satisfeito

Eis que cai, a tarde fria e chuvosa
Acompanhada pelo espetáculo produzido
Uma nuance de poesia e prosa
Um tiro no escuro do desconhecido


Em algo tão maior que nos faz acreditar !
Lágrimas de emoção! Mundo gira, rodopia !
Nós ! Eu e você ! Tom maior que o ar
Emocionamos até a alma mais fria...



Conheça Viena >>  https://www.youtube.com/watch?v=rUu8yYt-tz8

Música             >> https://www.youtube.com/watch?v=jQp-YjiE3zc

quarta-feira, 9 de julho de 2014

As partes dos atos (Caris Garcia)

As partes dos atos
(Caris Garcia)

E a declaração se faz tão arrebatadora
O fluxo contínuo das lágrimas em meus delírios
O sentimento guardado na incubadora
Da minha arte e da ciência, sólidos princípios


 
Faz ressoar que jaz o "Basta!"
Séculos de memórias ontogênicas
O Velho Saturno esboçando a entusiasta
A velha filosofia Helenística





Tematizando marés tão desaparecidas
Entorpecendo de Diótima, as memórias
Nascendo da essência da vida...Vita!
Superestimar a singela dedicatória...


 
Envaidecendo portais tão lacrados
Cedendo todos os véus impúdicos
Coração batendo forte e acelerado
Refletindo o viço do desmaio verídico




 
Desprovidos da paixão temporária
Algo essencialmente límpido e casto
Mestres da "luce" nossa antiga confraria
Para meu casulo eu volto e te arrasto...


Nem "Cila" poderia descrever tal ato
Ao menos "Virgílio" com seus hexâmetros versos
Poderia contemplar o oposto do desacato
A rima mais solta, livre, tormento disperso



Nada findaria esta "peculiare" Odisseia
Na busca da parte setentrional da "Terra"
Poderíamos refazer a nobre assembleia
Nosso mundo, livre e sem guerra


 
Em nosso país, pelo sol banhada
Onde do norte jaz domado, o vento
Sempre caímos na mesma cilada
Temos ritmo próprio, sem mandamento


 
Jardins reluzentes entre todos os meios
Livres da velhice, do trabalho e da guerra
Só nós dois e mais nada, restando o mundo alheio
Prosa infinita que jamais se encerra


Somos exagerados e verdadeiramente sentimos
O clamor deste pavio que em terra já pousou
Tudo isso é certeiro, o toque legítimo
Ou fazemos nossa nova história, ou... ?




O fato notável que virou lenda, mito
E quem escolhe as recônditas camadas?
Quem mais poderia ouvir a dor deste coração aflito?
Vamos seguir o rumo em qual jornada?


De repente a paz invadiu o meu coração
Uma ausência das lutas, só a serenidade
O excesso sem nenhuma abreviação

O ato de Cyrano de Bergerac, amabilidade

terça-feira, 8 de julho de 2014

O Ciclo Infinito (Caris Garcia)

O Ciclo Infinito
(Caris Garcia)





Ilustração : Teigi Hirae





















Nossa origem complexa, "élan vital"
Com o despertar se mesclava a consciência
Não foi ao acaso, nem acidental
Eu em você, você em mim..."Reticentia"

Arrebatar o êxito em sua procura
Impulso arrebatador do seu nirvana
O afeto inocente, derramando candura
Qualquer tempo...No navio, celeiro, cabana

 
Mostrando a descrença do avesso
Ímpeto da vontade dos tratados antigos
Para alguns, seria do sentimento, "excessu"...
Um pra cá, outro pra lá... Castigo!?

 
O querer sem medidas nem pausas
Nossa disposição que não se remedia
Não nos desviaremos dessa nobre causa
Nem quando eclodir o sumo da agonia

 
Sol e lua, menino e a menina
O rolar da rocha parada a força
O corvo e a águia de rapina
Inquebrável elo do moço e da moça

 
A tropa de frente tão sua e minha
Genuíno documento com detalhes tão briosos
Registrado com caneta tinteiro na escrivaninha
O pensamento agregado ao seu...Triunfo glorioso...


 
Seus átomos envolvendo essas máximas tão minhas...
Que se espalham e em mim... Peculiar abordagem!
Nosso ninho interno em uma só linha
Onde eu for ou você estiver...Recomece a contagem!


Recomenda-se ler ouvindo >>  https://www.youtube.com/watch?v=rmRBZB_o8MM

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Os Imortais (Caris Garcia)

Os Imortais
(Caris Garcia)



O cosmo indulgente pela paz assinalada
Não obstante a premissa que se cala jamais
tão pacífico quanto aquela doce alvorada
e a saudade que emana meus estorcidos ais...





Quando estamos unidos e afastados
apenas um toque e um mais e mais
Num ciclo que rodopia no infinito
A devoção extrema deste amor...Nós, reles imortais



A candidez desta flama que no imo sojorna
Que teus abraços voem pela minha relva fria
Convença o barqueiro, se preciso for o suborna
Volta para mim! Faça logo a travessia !





Aquecendo o núcleo do rogo desta alquimia
Só a ti a quem se destina esta lamúria
Desovando do *"core" toda essa agonia
A centelha da tempestade acalmando a fúria


O sorriso mais angelical será teu
O vínculo deste clã que não se dizima
O símbolo de um Império... Coliseus!
Ou a doçura do pé de laranja lima



Pelos círculos imortais do merecimento
A ardente luz não mais transida
Se é que isso serve de alento
Incansável e eterna vinda e ida

Ao prócer de todos os ventos
Que proclama este amor, que em mim aflora
Que me arranca de meus aposentos
E aquece minha alma sem demora...



E desta aliança há tempos selada
Pombos em fragmentos desancorados...
Nos píncaros dos tronos celestiais criada
Oh! Puro Amor! Eu diria no sagrado tablado...

Recomenda-se ouvir >> Adagio for strings - Samuel Barber
https://www.youtube.com/watch?v=KylMqxLzNGo&feature=kp

*Palavra no vêneto original
http://pt.wikipedia.org/wiki/Talian