Musics....

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A entrega (Caris Garcia)

A entrega
(Caris Garcia)




















No meio de tanto tumulto
Eu arrisco um gracejo
Sem inspiração, volto e estudo
Entretanto só o seu rosto, vejo...

Revelando os embargos
Os desmaios da sábia loucura
O sorriso grande e largo
A minha voz interna captura

A força absoluta que me rastreia
De todos os pontos cardeais
Nas entrelinhas, o canto da sereia
Oh, Marinheiro! Seu navio, meu cais...

Somente em seu “norte” caminho
No regular movimento dos ancestrais
Em cada ponto, uma nota azul-marinho
Falando baixinho... Mais que demais...

Preciso dos sais do seu ninho
Calando um pouquinho a voz da razão
Uma alusão de ter você tão pertinho
Um passarinho no meio das flores no brasão

E tudo volta a ter completo sentido
No alfabeto do olho que tudo vê...
O som mudo, mas o espírito abastecido
Tom lírico... A esperança daquele que crê...


Destaca-se unicamente o seu brilho
A mente que rege esta natureza nossa
Na beleza dos bravos andarilhos
Cravos e canelas. Canções na nova bossa

Nem compreendem os mais sábios
No lábio da perene e cruciante distância
Olhar de criança espalhando o cântico hábil ...
Aromático e suave perfume da infância...

Convém que diga a antiga cortesia
Que na vida nunca se viu semelhante graça
Aconchegante toque pacífico da sua ventania
Onde paraliso sentidos. Você, caçador e eu a caça...

Aos suspiros e desatinos corriqueiros
Se figurou o hino do teu amor no meio da via
O esplendor do centeio. Nascentes puras do ribeiro...
Majestoso amor que cura. Sem anseios nem agonia...

Da remota parte, em mim adormecida
A acolhida do fim que responde a certeza de tua chegada
Jaz o nada... A destreza da alma na torcida...
No coração, a calma batida... Novos rumos, novas jornadas...

Virtuosa saudação que se opera nos propósitos tão meus
No apogeu da nova era. Afirmação honrosa em mérito cristalino
Nobre e doce peregrino! Em formosas abstrações no Coliseu

Entrego o cândido “eu”, o cajado, o Athame do meu destino...

Um comentário:

Yehrow disse...

O mais belo desse (UNIverso) é o (uniVERSO), que nos une. Essa frase publicada em 13Jul14 no RL.

Quanto a sua poesia "A Entrega", uns podem entregar-se __coração, mente, corpo. Outros nem um nem outro e quase sempre até a "alma" esta comprometida. Beijo!