Musics....

quinta-feira, 30 de julho de 2009

INDECISÃO CELESTE - Caris Garcia

INDECISÃO CELESTE

(Caris Garcia)



Chuva que se arma e não cai

Cinza que ,do nada, vira azul

O campineiro espantado...Uai?

Varal matreiro, com ar taful



Peças que pregam na gente

Correria pra fechar a casa

Lá em cima,o som do tridente

A gota não cai...lagoa rasa



E para o espanto, o sol volta

o vento vem como sua companhia

Os pássaros voam na escolta

As roupas secas brindam na vigília



E depois da camada de antifricção

como sentinelas em véspera de festa

No céu houve apenas uma indecisão

Chuva aqui, sol acolá. E aqui nesta?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PASSIVA ATIVIDADE - Caris Garcia

PASSIVA ATIVIDADE

(Caris Garcia)



Mente escrava, escrava da mente

quando vai parar um pouco?

Adianta ser tão abrangente?

Se este grito sai tão rouco...



Ah, essas banalidades evasivas

esses desculpas tão ardilosas

insetos que entram na defensiva

Venenos tão celestes...Nebulosa!



São tantos picos que passamos

Muitas montanhas, tantos ramos...

E o verde da grama? Onde está?

E os povos extintos? Oh! Pitá ?



Mas é assim mesmo. Tanto faz!

Uma hora partimos das montanhas

e outra voltamos...Sê capaz?

Ai, fraqueza não me acompanha...



É do pó que surgimos? Do pó...

a terra e a Terra se encarrega...

Mas queremos às vezes só um xodó...

Mesmo o romantismo sendo brega...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

PREGUIÇA E OFÍCIO - Caris Garcia

PREGUIÇA E OFÍCIO
(Caris Garcia)

É pecado, mas em dia de chuva
Ela vem meio mansa com o frio
Ai preguiça!Tu, do ofício é viúva!
Ah...Quando tu chegas... Ab initio!

O raciocínio se perde num edredon
a garganta pede o chocolate quente
é um ying yang sem o duo de ipsílon
Ah, caminha fofa! Tu és condizente!

A lida já está quase encaminhada
Depois dessa presença, como findo?
Será que saio da quente ninhada?
Ou termino, o trabalho recém-vindo

Te afastas! Oh! Alfajor Argentino!
Que venha o meu café com adoçante!
Hasteia a bandeira! Toca o hino!
Corpo preguiçoso ergue vibrante!

domingo, 19 de julho de 2009

FONTE SAGRADA - Caris Garcia

FONTE SAGRADA
(Caris Garcia)

A tristeza insensata que principia...
Em turva água da lágrima já tão seca
Sem tua presença, é amor em agonia
é convidar como companhia, a enxaqueca

Por quantos oceanos nadaremos nós?
Tantos cais, e naus! Horizonte claro...
Amigos, namorados, casados e avós...
Canto dos samurais! Na fonte eu declaro!

"Nem a certeza é varrida daqui e de lá...
Os que ainda se manifestam, são tão poucos ...
Depois de concedido o delicado alvará
Eles nos chamarão de sonhadores e loucos

Mas desses olhares, hoje, não tão calados
Desses sorrisos, hoje, tão mais sinceros
Ouça o bater das asas! Fomos abençoados!
Neste presente, só o amor eu venero !"

Como é eterno este céu que se esconde...
Na liberdade que é voar assim, ao teu lado
Insegurança? Medo ? Tristeza? Onde?!
Nem um fiapo fica mais abandonado!

"Amor tão faminto! Interior farto!
Não! De você quero o "mais"!
Suaves gemidos de meus ais...
Na célula, o núcleo! Indolor parto..."

Como é afinado este tom que sussurra...
um amor assim tão doce, nunca se finda
é a felicidade na torre! Ah! Que altura!
Alegria! Alegria ! Seja bem-vinda!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ESTAÇÕES DA VIDA - Caris Garcia

Estações da vida
(Caris Garcia)


Vento que se apressa
Tronco da aliança
Tormento que cessa
Mente não cansa! Cansa?

Ah! Sentimento glorioso!
Usufruir a alma do oceano
Morna é sua água cristalina...

Chuva que se forma
Ramo que sorri, agradece
juntos à plataforma
Aos parques da quermesse

Oh! Retorno caloroso!
Pedido feito aos dia do ano...
o presente, que a alma anima!

Sol que se apresenta!
Folha verde! Flor amarela!
Primavera! Água Benta!
Dois pássaros, ele e ela...

Ah! Que par tão formoso!
o sentir, transcende o humano...
renasce assim o ciclo do clima...

terça-feira, 7 de julho de 2009

QUE PÃO FALTA?

QUE PÃO FALTA?
(CARIS GARCIA)

Que pão falta no presente?
Ser apaixonado pela vida...
Exige mais! Experimente!
Na simples rota, sê promovida!

O relógio do tempo circula
em fagulhas tão pequenas...
Se é Mulher? Então, entitula!
Ouve a sua voz! Esse é o lema!

O que esperar da existência
paz, amor e suave regência?
Ponha na mesa o pão temperado
Não disfarce o cabelo molhado!

Reflita o presente profundamente
Troque os capítulos improvisados
momentos ricos a mente sente
Não entregue pães mendigados!

Seja atuante em seu rico diário
Revele dor mas também a alegria
Abra a gaveta e o seu armário
Encha de presença o seu dia-a-dia