Musics....

quinta-feira, 10 de março de 2016

Luto...



Que a Bisavó Antonia, seja acolhida por Deus em sua infinita misericórdia...
Nos deixará muitas saudades...

sábado, 5 de março de 2016

O enigma da Sétima Flecha (Caris Garcia)

 O enigma da Sétima Flecha
(Caris Garcia)

"(Mecum omnes plangite...)
Antes do sétimo dia terminar
Estará concluída a profecia...
Há de aceitar e compreender o que (está escrito...)"
...
Nem os minérios de Hefesto
Tiraram-me de teu caminho
Escrevi em rochas nosso manifesto
"Tu nunca estarás sozinho!"

As descobertas no oráculo de Cronos
Trouxeram-me nesta oculta dimensão
Sete dias em coma, em profundo sono
"Volte! Encontre-me! Não me abandone, não"

Sangue de tantas hidras derrubadas
Masmorras do submundo vencidas
A força indestrutível desta jornada
O amor além de todas as vidas...

Caixa de pandora aberta... "Veritas"
A antiga devoção, antes da era do fogo
Sou eu! É você! Tu acreditas?
Zeus e Afrodite acolheram nossos rogos...

Como lágrimas cristalinas derramadas 
A flor quase extinta por ti salva
No fio da espada do tudo e do nada
A túnica já vestida, a pele alva...

A mente emudecida frente a verdade
Tons adocicados com mel silvestres
Nossas ruas são campos de saudade
Nossa música não há quem orquestre...

O som da água que corre das cachoeiras
Nas mínimas coisas, a beleza pura...
A sombra descontraída das macieiras
Nas cavernas descobriram nossas figuras...

Desprezei tantos luxos e riquezas
Amor que consome! O combate com bravura...
Tuas flores coloridas na minha mesa
Mais forte que a paixão, que a loucura...

"Magnus" olhar, quase celestial
Personagens na única saída
Culpa do destino, do astral?
O néctar das Ninfas, nossa bebida...

Em nuances que o tempo não recusa
Genuínos como o toque do divino frescor
Pétalas que perderam a inocência da musa
Com gotas do orvalho de seus olhos...Beija-flor!

Leve como cabelos ao vento
Caminhando sobre águas minhas
A runa inguz que revela o renascimento
Alma gêmea! Na minha direção tu caminhas

Mergulhando em púrpuros oceanos
Com animais aquáticos lendários
Velejei dias, meses e anos
Fiz aliados, índios, bruxos, templários...

Por fim, o arrebatamento no êxtase profundo
A respiração ofegante ficando lenta
Os ponteiros e bússolas apontaram nosso mundo
A felicidade sem nome, que desorienta

As árvores embalavam suas sementes
Como mães embalando a prole no colo
Uma luz quase letal, entorpecente
Joguei minha âncora no teu solo...

O tempo tão curto aos necessitados
O "para sempre" é o que resta aos amores
Minhas trevas se metamorfoseando em tons rosados
A vida cinza na paleta de cores

((Aos descendentes do Rei Artorius, eis a espada na rocha
Aos inimigos, o aviso de Dante... "Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate".))

https://www.youtube.com/watch?v=dLOk8nHimlA


https://www.youtube.com/watch?v=jiwuQ6UHMQg